Há mais pessoas a apostar na produção de vinho, sobretudo jovens

Há mais pessoas a apostar na produção de vinho, sobretudo jovens

Na região vitivinícola de Trás-os-Montes, há 10 novos produtores a cada ano.

A maioria é jovem, e nos últimos anos tem apostado no vinho de qualidade. Assim tem sido a realidade da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, explicada pelo presidente da direção, Francisco Pavão. Dados à margem da Entrega de Prémios do VI Concurso de Vinhos de Trás-os-Montes-2017.

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Cada vez há mais novos produtores, e temos aqueles que, pela primeira vez, entregaram o seu vinho a concurso, e que penso que serão premiados.

Para nós é muito bom que, na região, surjam cada vez mais novos produtores, sobretudo jovens. E é bom que entrem no mercado com vinhos de excelência. É também isso que estamos aqui a trabalhar, e estamos hoje aqui a festejar e a promover os vinhos de Trás-os-Montes.
Nós temos aumentado cerca de 10 produtores ao ano. Para nós é muito bom. Alguns, vão desistindo, mas temos vindo mesmo assim a aumentar. E são sobretudo jovens produtores, que têm outra visão, outra massa crítica. Entram pelo negócio propriamente em si. Têm uma grande paixão, e investiram muito nas adegas e na reconversão das vinhas. Estão agora a recolher os frutos, com os vinhos a serem considerados de excelência e a serem premiados, não só neste concurso, mas noutros nacionais e internacionais.

Uma edição que contou com 103 vinhos, de 45 produtores. Um ano recorde em termos de participação.

Também o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão, dá uma preceptiva otimista sobre este setor, que considera que é “um setor estrela da economia agroalimentar” nacional.

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O setor dos vinhos está bem e a crescer. Obviamente que não está na situação ideal, mas está a crescer.

É um setor estrela da economia agrícola portuguesa, que exporta cada vez mais. Tem um mercado interno também a crescer, não só em quantidade como em preço. Ou seja, é valor acrescentado.
Está bem, está saudável, e que atrai muita gente ‘para dentro’. É um ótimo sinal.

Um desafio futuro é mesmo valorizar o produto, com preços de mercado que garantem a sustentabilidade do produtor.

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De facto, estamos a crescer, em volume e em valor. Mas precisávamos de crescer mais em preço-médio, de ter os vinhos mais valorizados.

É o desafio futuro: conseguir ter os vinhos mais valorizados. Portugal não é um dos grandes produtores mundiais de vinho. Nós temos que nos diferenciar dos outros pela qualidade, subindo o preço-médio.
Temos vinhos diferentes dos outros, e temos que ser capazes de os valorizar, e dar valor a quem produz vinho e a toda a cadeia de distribuição.
O importante agora é a sustentabilidade do setor vitivinícola, rentabilizando os investimentos que estão feitos. Os vinhos em Portugal têm um preço muito baixo, quando comparados com outros países. Há margem, claramente, para subir os preços. E não estou a falar de subidas exageradas, mas para patamares mínimos de rentabilidade.

Outro desafio, diz ainda Frederico Falcão, é a aposta na certificação das marcas. Considerações sobre setor dos vinhos, que conta com forte incremento na região transmontana.

A Entrega de Prémios do VI Concurso de Vinhos de Trás-os-Montes-2017 aconteceu ontem, este ano na Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros. Deste concelho, concorreram 2 produtores, a Santa Casa da Misericórdia e Casal de Vale Pradinhos, que acabaram premiados.

Em breve, não perca a reportagem completa, com entrevistas a produtores.

Escrito por ONDA LIVRE

 

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