Instituições do ramo florestal pedem mais apoios

Instituições do ramo florestal pedem mais apoios

Associações e empresas florestais queixam-se da atribuição dos fundos comunitários no âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural 2020 nesta área.

Os representantes de produtores florestais falam em atrasos na aprovação de projectos e põe em causa os critérios para o financiamento.

O presidente da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente – a ANEFA, Pedro Ramos frisa que o tempo de demora para ver projectos aprovados faz com que muitos desistam de investir na floresta.

 icon 2_reduzido

“O investimento florestal é sempre um problema, porque estamos a falar de investimentos a longo prazo com um risco associado, considerado relativamente alto. Normalmente o produtor florestal, ou tem dinheiro e investe ou, se existir a possibilidade de recorrer a ajudas comunitárias, espera por essas ajudas comunitárias, se nos chegamos a um quadro que supostamente seria entre 2014 e 2020, estamos em 2017 e temos  16,5% de um montante que é destinado a sector florestal aprovado, nem sequer esta contratado ou executado. Estamos a falar de propostas de investimento aprovadas, isto quer dizer que nós atingimos metade do quadro comunitário e nem sequer os 25% de projectos aprovados temos.”

Pedro Ramos que é também técnico da empresa Forestefin, Florestas e Afins de Vila Flor, acusa os governantes de só se lembrarem da floresta quando arde:

 

icon 2_reduzido

 

“A floresta continua a não ter qualquer importância para os governantes deste país, quer dizer, só tem importância quando arde que é quando se fala dela. Tem-se ouvido muito falar ao longo deste verão na questão da falta de gestão florestal. Este dinheiro que é apoiado por fundos comunitários destina-se precisamente a ajudar na questão florestal, subsidiando a realização de operações que são fundamentais para  a gestão de uma boa floresta.”

Abel Pereira presidente da Arborea a associação Agroflorestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, explica que nem todos os projectos considerados viáveis são financiados:

icon 2_reduzido

“Do ponto de vista técnico de inviabilidade estão enquadrados dentro daquilo que são os objectivos da medida mas, devido a insuficiência orçamental, acabam por ficar bastante desfavoráveis. Isso basicamente é um dos problemas do PDR, alguns projectos destes já vêm de transição ainda do Proder do antigo quadro que estão agora a ser aprovados. Isso são questões estratégicas definidas pelo PDR, da dotação orçamental que existe para cada medida, porque há projectos com 14 valores que são de medidas diferentes que estão a ser aprovados e há projectos com 15 que estão a ser reprovados.”

Mesmo numa altura em que muito se discute a necessidade de uma reforma florestal, os produtores desta área queixam-se de não ter “um acesso fácil e rápido” para poderem melhorar a gestão das suas florestas.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

Relacionados

Comentar

css.php