Quercus alerta para os problemas da seca severa

Quercus alerta para os problemas da seca severa

Cerca de 60% do território nacional encontra-se em seca severa.

Quercus, associação ambiental, tem vindo a alertar para este problema, que ano após ano, se tem vindo a agravar, fruto das alterações climáticas.

João Branco, presidente da Quercus, diz que em algumas zonas do país, há  seis meses que não cai uma pinga de água. 

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“O que se passa é que neste momento todo o território nacional está em situação de seca, uns sítios mais graves que outros, portanto, vai desde a seca moderada à seca extrema, mas todo o território nacional está em seca.

Há locais do país, como por exemplo Castelo Branco em que já quase 6 meses que não cai uma gota de água, portanto, é deveras preocupante porque está tudo seco, as charcas, os terrenos, as fontes secaram e os rios e ribeiros levam pouco caudal e pronto. É uma situação que é má para a agricultura, mas também para os ecossistemas, nomeadamente para os aquáticos. “

A seca, aliada aos fogos florestais provoca uma grande erosão dos solos, que poderá representar graves problemas quando começarem as chuvas de inverno. 

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“Repare que a seca também atinge as áreas florestais e, portanto, os combustíveis ficam extremamente secos e o território fica muito susceptível aos incêndios florestais. Facilmente incendeiam e quando isso acontece o fogo propaga-se muito depressa e de forma muito violenta. Nós já tivemos casos em Trás-os-Montes, este ano, dessa ocorrência. Para mais, o que acontece é que os solos depois de arderem ficam expostos à chuva. Portanto, o solo fica nu, sem qualquer cobertura, além disso fica ligeiramente calcinado, as próprias raízes das ervas e das árvores que seguravam a terra também ficam calcinadas e, nas primeiras chuvas, quando são mais ou menos violentas, inclusivé com trovoadas, o solo não tem proteção e acaba por ser arrastado em grandes quantidades com perda de solo que, por si só, é um grave problema ecológico e económico pois ficam mais inférteis.”

O presidente da Quercus diz que é necessário alertar os agricultores para optarem por produções de sequeiro, ou seja, que não necessitem de muita água. 

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“O que nós aconselhamos é que a nível político haja uma aposta nas culturas de sequeiro e não nas culturas intensivas de regadio, como está a haver em alguns locais, em que essas culturas depois são extremamente dependentes da chuva. Isso pode trazer graves problemas socioeconómicos no futuro, porque os agricultores estão a investir em culturas de regadio a contar que vão ter água e, o que é certo, é que com as alterações climáticas o que se prevê é que haja cada vez mais ocorrências de seca como a que estamos a viver este ano.”

quercus alerta para a situação de seca severa  em que se encontra 60 por cento do território nacional e pede ao Governo para manter e executar com rigor o Plano de Contingência para a Seca atualmente em vigor.

INFORMAÇÃO CIR (Universidade FM)

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