II edição do Travessia Transmontana teve paragem em Macedo de Cavaleiros

II edição do Travessia Transmontana teve paragem em Macedo de Cavaleiros

“Um passeio que liga Bragança a Mondim de Basto”, é assim que Filipe Teixeira, da organização do Travessia Transmontana o classifica.

A realizar-se pela segunda vez, a atividade junta amantes do ciclismo de vários pontos do país, aliando o turismo à paixão pelo btt.

São 350km, a maior parte por monte, 72 aldeias distintas atravessadas durante 3 dias pelo nordeste transmontano. Foram três percursos, o primeiro ligou Bragança a Mirandela, passando por Macedo de Cavaleiros; o segundo junta Mirandela a Vila Pouca de Aguiar e ontem, último dia, o trajeto chegou ao fim com a chegada a Mondim de Basto.

Filipe Teixeira fala-nos do sucesso que este tipo de encontros costuma ter.

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“Sendo um evento com características diferentes, o que nós queremos é tornar isto exclusivo a um máximo de 80 participantes. Naturalmente que chegamos lá muito rapidamente. Nós preferimos a exclusividade do que propriamente ter muita gente, isto é, o nosso objetivo é que as pessoas venham conhecer, sejam tratadas pelo nome, pela forma como estão cá e não por um frontal ou pelo número do frontal. 

Nada nos move contra a competição mas somos apenas um passeio onde a dificuldade está lá mas queremos que as pessoas venham desfrutar de um fim, que estejamos todos reunidos a jantar e a beber.”

A paragem em Macedo de Cavaleiros aconteceu na sede do Geopark Terras de Cavaleiros, onde Ricardo Vilela, ciclista profissional, foi o primeiro a chegar e conta porque voltou a participar.

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“Já fiz o ano passado porque encontro-me numa fase da época desportiva, que a minha profissão é ciclista profissional, em que não tenho provas, já estou na altura de férias e então quis desfrutar um pouco da bicicleta. Este ano, infelizmente não poderei fazer os 3 dias mas o ano passado foi muito bom, foi espetacular e aconselho toda a gente. Não tem a vertente da competição mas para quem gosta de andar de bicicleta é muito bom.” 

 

A participar pela primeira vez, Gonçalo Aires, considera este tipo de atividades importantes para dar a conhecer a beleza das Terras Transmontanas e aponta as principais dificuldades do percurso.

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“Eles (os participantes de fora) gostam principalmente da gastronomia. Este tipo de evento é turismo, turismo em bicicleta, passeio, desfrutar da paisagem e da nossa gastronomia. O terreno neste momento está muito mau, tem muita pedra solta devido a não chover, está muito perigoso, as descidas estão muito perigosas. É claro que o percurso é longo, são 136km de Bragança a Mirandela, é preciso uma mínima preparação para conseguir fazer o percurso sem grandes problemas.”

Devido ao sucesso deste evento, já há datas para as próximas 5 edições, que culminam novamente com o feriado de 5 de outubro.

O Travessia Transmontana aconteceu de 6 a 8 de outubro.

 

Escrito por ONDA LIVRE

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