Bicho-da-seda volta a despertar interesse a investidores

Bicho-da-seda volta a despertar interesse a investidores

A marcar a revolução do rudimentar para a industrialização, a produção de seda faz parte da história do concelho de Macedo de Cavaleiros e é uma cultura que tem despertado recentemente o interesse de investidores na zona norte do país.

Quem o diz é Jorge Azevedo, do Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

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“Estou certo que vai acontecer porque já há um investidor que já abraçou este projeto. Começou este ano pela plantação de algumas amoreiras mas vai avançar. A ideia é virmos a ter em Portugal uma seda produzida cá, no País. No Norte, não em Trás-os-Montes, infelizmente, mas será um gérmen de algo que poderá rapidamente passar para Trás-os-Montes.”

 

Em meados do séc. XVIII, o Real Filatório de Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, foi o maior exemplar de sericicultura de todo o país, constituindo um marco histórico na economia da região. Fala-se em reativar o Real Filatório, mas, para isso, é necessário tomar medidas e desenvolver novos métodos de trabalho.

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“Só será possível reatar esta atividade com novas técnicas, por uma questão de produzir barato. Como sabemos, a China tem a mão-de-obra muito barata, tem centenas de milhares de pessoas ligadas a esta atividade por isso é que dominam a produção de seda e o comércio da seda em todo o mundo. Nós para competir não temos à partida muitas possibilidades a menos que avancemos para a mecanização de praticamente todo o sistema, o que hoje já é possível.”

Além do habitual uso da seda, há novas ideias a desenvolver para dar uma maior utilização e rentabilidade ao bicho-da-seda.

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“A seda, propriamente dita já é usada há centenas de anos para fins medicinais, nomeadamente para fazer costuras de feridas. O nosso objetivo é vir a produzir uma seda mais resistente mas produzida pelos próprios bichos, não depois na parte da indústria; por isso serem os próprios bichos a produzirem essa seda mais resistente. Quanto à multiplicidade de utilizações elas são mais do que uma centena. Aliás, uma das área sonde em que eu me interesso, onde me vou empenhar em produzir bicho-da-seda é para a alimentação animal; nomeadamente os répteis, as aves e os peixes, onde já hoje, no mundo, esses bichos-da-seda são muito utilizados.”

Neste momento, há estudos e projetos a serem desenvolvidos neste âmbito por instituições em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes.

 

Escrito por ONDA LIVRE

 

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