Terceira edição da Festa do Tordo e dos Produtos da Terra termina com saldo positivo

Terceira edição da Festa do Tordo e dos Produtos da Terra termina com saldo positivo

Pelo terceiro ano consecutivo o tordo e os produtos da terra dão nome a uma feira que traz cada vez mais gente à aldeia de Ala, no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Um fim-de-semana que começou com uma montaria onde participaram cerca de 200 pessoas e foram abatidos 26 javalis.

O tordo foi também um dos reis da festa mas esta é uma espécie que tem vindo a desaparecer, confessa Manuel Silva, caçador que visita a aldeia há cerca de 15 anos para caçar.

“Correu bem, mataram-se uns tordos, não muitos. Talvez a falta deles seja por causa do frio, o tordo é uma ave que gosta de frio, secalhar é por isso que não chega muito ao nosso país. O problema não é o frio daqui, é o frio da terra de onde eles migram para cá e esse é que é o problema. Acho que cada vez tem tendência para piorar, muitas armas e pouca caça. Mas de resto o que interessa é o convívio, muita gente fixe.”  

 

Moisés Martins, Presidente da Associação de Caça de Ala, Meles, Brinço e Carrapatinha, refere que esta é uma festa que tem vindo a crescer de ano para ano e a atrair mais visitantes.

“A adesão de ano para ano tem vindo sempre a superar as nossas expetativas. Cada vez mais gente, sempre a subir, as pessoas gostam, boa organização das montarias. Mesmo sobre os tordos, embora haja relativamente menos tordos do que havia mas pessoas gostam de nos visitar, gostam do convívio e aparecem todos os anos cada vez mais.” 

E os produtos da terra, esses não podem faltar, que de stand em stand distribuíram sabores e até algumas novidades.

“Tenho aqui fotografias que tiro e estampei em diversos produtos, t-shirts, canecas, quadros, telas, pin’s e porta-chaves. É tudo de Ala, é uma paixão, um lugar muito bonito e dá estas coisas maravilhosas; este formato de barraca não é muito comum nestas feiras e também foi um risco para mim vir este ano fazer esta experiência mas é muito interessante porque é uma forma de divulgar a aldeia.
Vendemos licores tradicionais, confecionados por nós, folares, pão de chouriço e bolinhos d’avó que eram receita da nossa avó.
É o terceiro ano a participar, há tantos quanto a feira existe.
Corre bem, tem vindo bastante gente. 
Tenho aqui bonecas, protetores para mesas, sou eu que faço. São produtos que não são de primeira necessidade por isso acho que até corre bem, sendo o produto que é.”

O fecho com saldo positivo da terceira edição da Festa do Tordo e dos Produtos da Terra em Ala, Macedo de Cavaleiros que aconteceu durante este fim-de-semana.

 

Escrito por ONDA LIVRE 

Relacionados

Comentar