Região do Interior pode vir a ter redução de impostos

Região do Interior pode vir a ter redução de impostos

O Programa Nacional de Coesão Territorial vai ter novas medidas, que podem passar pela redução de impostos para o interior.

Ainda sem avançar quais as novas medidas que serão apresentadas em Junho pelo governo, o coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, João Paulo Catarino adiantou ontem, na passagem por Alfandega da Fé, que para além da 164 medidas, o programa vai ser aperfeiçoado e intensificado com novas propostas centradas no apoio ao emprego, mas também na fiscalidade:

“Tem a ver com tudo isto, muito à volta da questão da criação de emprego, dos benefícios e incentivos para a criação de emprego. Alguns já existem para a região do Interior mas a ideia é ampliá-los, pegar na questão fiscal, nas portagens, é um conjunto de áreas onde todos os membros do Governo estão a trabalhar afincadamente, para durante o mês de Junho haver novidades em relação a isso. É aperfeiçoar e intensificar, em alguns casos.”

O coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior participou ontem nas comemorações do dia do trabalhador, em Alfândega da Fé. E porque o emprego é considerado um dos principais problemas da região, a autarca de Alfândega Berta Nunes disse que acredita que com a descentralização e transferência de verbas para os municípios será possível empregar mais gente no território:

“Vamos ter aqui um reforço no emprego público, não só pela regularização dos precários mas também pela transferência de competências que esperamos que venham para as autarquias. Estamos a falar na área da educação, na área social, da saúde. Por exemplo, nas escolas, estamos a colocar pessoas para colmatar as faltas que existem de assistentes operacionais e assistentes técnicos, e se nós tivermos essas competências e o dinheiro para fazer essas contratações nós podemos também reforçar o emprego público.
Também acho que, na área social nós temos espaço para criar postos de trabalho. Claro que isso pressupõe acordos com o Governo e dinheiro que vem do mesmo. 
O que eu estou convencida é que temos que trazer empresas, investimento privado, porque isso é que pode consolidar e reforçar a nossa economia, trazendo e fixando gente.”

Ainda em matéria de emprego a câmara prepara-se para já para regularizar a situação de 40 precários:

“Estamos a prever regularizar cerca de 40 precários porque durante estes anos todos não conseguimos contratar, até por causa do excesso de endividamento, mas não só, também pelas políticas do anterior Governo. Temos um défice bastante grande de pessoas na Câmara. Infelizmente não podemos ir mais longe porque temos também que olhar aos orçamentos e às questões financeiros, que para nós vai continuar a ser algo que temos que respeitar e cumprir. Vamos fazer aqui um esforço para dar a estas pessoas que têm estado com contratos de prestação de serviços, etc, para que possam fixar-se aqui, especialmente jovens, porque muitos são jovens.”

O Partido Socialista comemorou ontem o 1.º de Maio com um lanche convívio, em Alfândega da Fé.

 

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)   

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