Amanhã, cerca de 200 agricultores transmontanos vão contribuir para alertar o Governo sobre os problemas do setor

Amanhã, cerca de 200 agricultores transmontanos vão contribuir para alertar o Governo sobre os problemas do setor

Serão cerca de duzentos os agricultores da região transmontana que amanhã vão estar frente à Assembleia da República para participar na concentração nacional promovida pela CNA.

Armando Carvalho dirigente da Confederação Nacional de Agricultura refere que o mundo rural está a passar por dificuldades causadas pelos incêndios e intemperes e sobretudo pela Política Agrícola Comum, que provocou grandes dificuldades à agricultura familiar.

“Pretendemos chamar a atenção dos deputados da assembleia da república numa altura em que se está a discutir o OE 2019 na especialidade.

Estamos com algumas expectativas relativamente a certas questões que estamos a discutir com o Governo, nomeadamente no que respeita à política agrícola comum, também a questão do estatuto da agricultura familiar, que é transversal a outros ministérios e que nós não conseguimos enxergar neste orçamento. São, sobretudo, questões conjunturais. 

Alguns dos prejuízos que tivemos na agricultura não estão a ser contemplados no orçamento, há problemas que há muito tempo temos vindo a colocar, como as medidas agroambientais, sobre as quais o Governo a contemplar produtores de raças autóctones. Outro dos casos são as intempéries que deram prejuízos bastante significativos, sobretudo na vinha, e não foram contemplados.”

Os agricultores vão com uma mensagem muito clara para o Ministro da Agricultura – Portugal não pode ficar mais uma vez prejudicado por falta de Apoio da União Europeia e de pouco investimento nas medidas agroambientais.

“O que vamos dizer ao Secretário de Estado da Agricultura é que não estamos de acordo  que o nosso país seja, mais uma vez, prejudicado por falta de orçamento da União Europeia.

Não havendo esta comparticipação, quer em termos dos apoios comunitários, quer no que respeita ao investimento do setor agroflorestal, vai haver aqui uma penalização que poderá ascender a 34%, o que é muito.

Estas são algumas das razões que nos levam mais uma vez a chamar a atenção e a reclamar ao Governo uma outra política que trave a desertificação que temos vindo a assistir na região e não só.”

A CNA considera insatisfatórias as respostas do Ministério da Agricultura para acudir ás diversas situações existentes como quebras de produção e os prejuízos causados pelas intempéries. A Confederação Nacional de Agricultura não compreende a redução da área de baldio para a pecuária, bem como a inexistência de novas candidaturas às medidas agroambientais para as raças autóctones. Por estas razões a CNA promove amanhã uma concentração frente á assembleia da República, numa altura em que está a ser discutido na especialidade o Orçamento de Estado para o próximo ano.

INFORMAÇÃO CIR (Universidade FM)

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