Autarquia de Alfândega vai transformar Lagar D’el Rei em espaço museológico dedicado à gastronomia e produtos locais

Autarquia de Alfândega vai transformar Lagar D’el Rei em espaço museológico dedicado à gastronomia e produtos locais

A autarquia de Alfândega da Fé já tem em sua posse o Lagar D’el Rei, depois de vários anos de negociações, tanto pelo executivo de Berta Nunes, quanto pelos anteriores. Este imóvel, situado no centro da vila e em avançado estado de degradação, com interesse patrimonial, já que pertenceu à família dos Távoras, será agora recuperado, segundo explica o vice-presidente da autarquia, Eduardo Tavares.

“Têm havido negociações nestes últimos anos e o valor foi baixando, também devido à degradação do edifício. Há cerca de um ano chegamos a um acordo final.

O edifício é bastante grande, e apesar de estar com a estrutura muito danificada, as paredes e cunhais interiores ainda estão em bom estado. A ideia é reconstruí-las, mantendo a traça original do edifício, fazendo a recuperação do que for recuperável e dignificando o lagar antigo que tem lá dentro.”

A câmara municipal já assinou a escritura do edifício depois de ter chegado a acordo com o antigo proprietário. O vice-presidente adianta ainda que o imóvel será transformado num espaço museológico mas preservará a memória histórica já que ainda se conservam os antigos engenhos de produção de azeite.

“Era uma aquisição já ambicionada, não só pelo nosso executivo, mas também pelos anteriores, porque é um edifício que fica no coração da vila, tem três séculos e tem uma história muito interessante. O nome dele, Lagar D’el Rei, também fala um pouco dessa história, e é uma estrutura icónica da nossa sede de concelho que queremos reabilitar e trabalhar áreas muito importantes como os nossos produtos locais e a gastronomia. Vai ser um edifício multiusos e polivalente para trabalharmos estas áreas.”

A requalificação do edifício será, ainda, candidatada ao Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, conhecido como PROVERE, num investimento de mais de 600 mil euros.

“É uma candidatura que estamos a fazer em parceria com os outros municípios da terra quente transmontana e está a ser liderada pela Desteque.

Todos os concelhos têm uma porta de entrada, e no caso de Alfândega da Fé vai ser este o edifício que vai estar identificado como porta de entrada da Terra Quente.”

Este edifício foi gerido pelos marqueses de Távora e, durante o antigo regime, era onde se recolhia a azeitona produzida nos olivais do concelho que fossem direito do Rei.

INFORMAÇÃO E FOTO CIR (Rádio Brigantia)

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