Produtores de gado do concelho de Bragança passam a pagar apenas metade do valor em controlo de sanidade animal

Produtores de gado do concelho de Bragança passam a pagar apenas metade do valor em controlo de sanidade animal

Os produtores de gado do concelho de Bragança vão passar a pagar metade do valor que estariam a suportar com o controlo da sanidade animal através de um protocolo entre a câmara municipal brigantina e a Associação de Criadores de Gado de Bragança.

Prevê-se a atribuição de uma verba de 60 mil euros por causa do Programa Sanitário Anual, que é aprovado pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, que comporta acções de rastreio da tuberculose e brucelose nos animais. Uma medida que, segundo o presidente da câmara, Hernâni Dias, permite que os produtores possam aumentar o rendimento:

“Significa que estamos a dar um contributo para o agricultor não ter que suportar tudo aquilo que tem a ver com a recolha de sangue dos seus animais. Desta forma, estamos a deixar que o agricultor possa aumentar o seu rendimento disponível.

Esta medida abrange todos os produtores que tenham ovinos, caprinos e bovinos e que tenham as suas explorações devidamente registadas.”

No concelho há 850 produtores, cerca de 38 mil pequenos ruminantes e perto de 2650 bovinos. Para o presidente da Associação de Criadores de Gado de Bragança este valor atribuído pela câmara é muito expressivo:

“Para uma classe de trabalhadores no concelho de Bragança, numa terra reprimida e com poucos recursos, é um valor muito expressivo que pode chegar a cerca de 5% do valor total daquilo que são os gastos de uma exploração. É um esforço da Câmara Municipal de Bragança que é muito bem-vindo. Por exemplo, num rebanho de tamanho médio pode representar cerca de 500€ por ano, ou seja, quem gastava esse valor, passa apenas a gastar 250€.”

Esta ajuda, para Luís Afonso, permite aos agricultores recuperar rendimento mas o grande problema é não haver população.

“Neste caso, com esta ajuda, a Câmara consegue recuperar rendimento aos agricultores e consegue dar um passo gigante naquilo que é o seu contributo para a luta das doenças que há neste território para estes animais. O nosso grande problema é que em 1991 haveria cerca de mil ovelhas em Rio de Onor e cerca de 65 vacas, hoje há cerca de 50 ovelhas e uma vaca. Não haver população é que é o grave problema de Trás-os-Montes.”

Segundo Luís Afonso, no concelho, nos últimos cinco anos, não há registo de casos de tuberculose.

Já no que diz respeito à brucelose, no ano passado foram mortos 20 animais mas há cerca de 10 anos abatia-se uma média de de quatro mil.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)   

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