PSD de Mirandela contra a decisão de Júlia Rodrigues de ter suspendido a circulação do metro entre Mirandela e Cachão a

PSD de Mirandela contra a decisão de Júlia Rodrigues de ter suspendido a circulação do metro entre Mirandela e Cachão a

O PSD de Mirandela considera ter sido errada a decisão do executivo da câmara, liderado por Júlia Rodrigues, de suspender provisoriamente, a circulação do Metro entre Mirandela e Cachão, desde dezembro do ano passado, com o argumento da realização de obras de requalificação naquele troço de 13
quilómetros, que tinha uma previsão de seis meses para a sua conclusão.
No entanto, meio ano depois, as obras ainda não arrancaram e a presidente do Município de Mirandela admite que a decisão podia ter sido adiada. Na reação, o presidente da concelhia do PSD de Mirandela entende que era desnecessária a suspensão, mesmo que as obras tivessem começado, alegando que seria
perfeitamente compatível a circulação das composições. Paulo Pinto diz mesmo que Júlia Rodrigues arranjou uma forma subtil para parar o Metro:

“O troço de linha em causa nunca esteve interdito à circulação pelas entidades competentes, pelo que, encerrar uma linha somente no persuposto de garantir melhores condições de trabalho às equipas de manutenção é excessivo. Apenas estão em causa a circulação de duas composições em horários reduzidos, o que não afetaria a realização dos trabalhos e a manutenção da circulação em simultâneo. Passados cerca de seis meses, as pessoas que utilizavam este meio, não vislumbram soluções para aquilo que lhes foi retirado mas que foi publicamente prometido. Júlia Rodrigues e o seu Executivo, a título das obras de beneficiação da linha do Tua, inseridas no Plano de Mobilidade do Vale do Tua, conseguiu, de forma subtil, parar o metro de Mirandela. Meio ano depois, e sem obras na linha, a autarca admite que a decisão podia ter sido adiada. Se soubesse deste atraso, não suspendia.”

 

Perante esta tomada de posição do executivo socialista da câmara de Mirandela, Paulo Pinto deixa no ar algumas questões que gostaria de ver respondidas por Júlia Rodrigues:

“Se é ou não favorável à existência do Metro de Mirandela? Se o Metro de Mirandela parou a sua circulação, apenas temporariamente, então para quando tem previsto o retomar da sua circulação entre Carvalhais, Mirandela e Cachão, que tanta falta faz às populações que servia? E se está decidido o título definitivo, o encerramento da linha entre Mirandela e Carvalhais?

O novo caminho para o futuro do Metro de Mirandela, é tão incógnito, quanto é ignoto o futuro do desenvolvimento do concelho de Mirandela, porque são vezes demais, tantos os recuos e nenhuns avanços, sobre esta e outras matérias, que a seu tempo daremos conta aos Mirandelenses e que levam à incerteza sobre o progresso do Concelho.”

 

O líder da concelhia social-democrata de Mirandela diz mesmo que se não voltar a circular o Metro de Mirandela na via-férrea, Júlia Rodrigues confere um duro golpe no legado autárquico de José Gama, que foi o mentor da sua implementação, há 24 anos.

 

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)  

Relacionados