Cães vadios que atacam animais estão a preocupar população em Terroso (Bragança)

Cães vadios que atacam animais estão a preocupar população em Terroso (Bragança)

Há quatro cães vadios, em Terroso, no concelho de Bragança, que estão a atacar os animais domésticos de vários habitantes da aldeia. Segundo os lesados, a situação já se arrasta há perto de três meses. A dona terá deixado a aldeia para viver na cidade, em Agosto do ano passado, e os cães, conforme garantem os habitantes, foram lá deixados. Os ataques repetem-se quase todos os dias e, apesar da dona dos cães já lhes ter garantido pagar os estragos, quem tem sofrido as consequências diz que já não sabe o que fazer porque o caso já foi comunicado ao município mas os cães ainda não foram capturados:

“Tenho lá quatro ou cinco cabras todas mordidas. Tenho uma a acabar de morrer já. Ninguém quis resolver a situação. Não são eles que ficam sem os animais, não querem saber.

A mim já me comeram 14 galinhas, e andam por aí à solta. 
Primeiro disseram-me que em queriam pagar as galinhas mas eu disse que não queria dinheiro, mas sim que me tirasse daqui os cães.”

A CIR contactou a dona dos cães que garantiu serem seus e que os tem alimentado, ao contrário do que se diz na aldeia. Maria Lucinda diz que também já não sabe o que fazer porque há apenas um cão que se deixa apanhar e acredita que a câmara de Bragança podia estar a fazer mais para resolver o problema:

“Os cães são meus e não são. Eram filhos de uma cadela mas quando vim para Bragança, os cães ainda não eram nascidos. Cheguei já a pagar ovelhas e já disse que todos os danos que façam, eu me responsabilizo. Fome não têm, mas eu não os consigo apanhar. Já tentei de tudo e ninguém os leva para o canil, ninguém me ajuda, até já fui à GNR. Os cães são vadios, mas agora metades das coisas que dizem também são mentiras.”

Octávio Reis, presidente da junta de freguesia de Espinhosela, garante que já houve várias tentativas de capturar os cães mas também alega que os canis devem estar lotados e não poderão ser acolhidos:

“Participaram que havia quatro cães errantes e nós, junta de freguesia, comunicámos aos serviços municipais. Falámos com a veterinária municipal e ficaram de ir fazer a recolha. Já tiveram três ou quatro tentativas de os apanhar mas, neste momento, estão em estado selvagem e fogem e o que me informaram é que os canis também estão lotados. Pessoas ainda não atacaram mas os estragos já são avultados, desde cordeiros a galinhas.”

Contactada a autarquia, o vice-presidente da câmara, Paulo Xavier, garante que têm sido feitos todos os esforços possíveis para que a situação seja resolvida e esclarece que o canil ainda pode receber animais:

“Temos feito esforços para realizar a captura destes animais mas não temos conseguido e há pouca, ou nenhuma, cooperação. A médica veterinária municipal tem tido essa preocupação, tem ido ao local. Poderíamos ter lotação esgotada no canil, pode ser uma evidência dentro de pouco tempo, não digo que não, mas, neste caso específico, não se trata disso.”

Os lesados garantem ainda que já tentaram fazer queixa na GNR e há quem diga que vai avançar para tribunal.

Foto: Rádio Brigantia 

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

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