Federação Portuguesa de Futebol anuncia a conclusão de todas as competições não profissionais

Federação Portuguesa de Futebol anuncia a conclusão de todas as competições não profissionais

A direção da Federação Portuguesa de Futebol anunciou, em comunicado, que dá por concluídas todas as competições não profissionais que estão atualmente suspensas, não havendo vencedores nem atribuição de títulos ou regime de subidas e descidas.

A FPF reuniu-se esta quarta-feira, por teleconferência, com as associações distritais e regionais para analisar o impacto da pandemia covid-19 no futebol sénior não-profissional, entendendo que “continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança”, realçando que é “imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva.”

Esta é uma decisão que está a gerar diversas opiniões e Paulo Touças, treinador da formação feminina do Grupo Desportivo Macedense, não esconde o seu descontentamento, sendo que a sua equipa estava apurada para disputar a Taça Nacional, o que fica agora sem efeito:

“Para mim esta decisão foi estranha e ainda estou a tentar digerir. Não é fácil lidar com o que está a acontecer. Estamos a passar um momento complicado, e falando mais relativamente ao escalão do futsal feminino, os campeões distritais estavam apurados e a Taça Nacional à espera do sorteio. Sobre as equipas que disputavam a fase de manutenção ou descida do Campeonato Nacional, já havia decisões e duas iam descer. Assim, são salvaguardadas e voltam a ficar mais um ano na I divisão, em detrimento dos campeões distritais. Nada valeu termos conseguido ser campeões, é um título que fica na história do clube mas não dá seguimento a rigorosamente mais nada.”

 

Para o treinador, o mais justo seria criar uma II divisão de futsal feminino:

“Contávamos ainda disputar a Taça Nacional em outro período, talvez junho/ julho ou agosto. Sei que há clubes que estão a fazer força para criar uma II divisão de futsal feminino, para englobar estes campeões distritais para uma próxima época. Não sei se a federação olhará a isso nem se terá interesse mas seria uma fase interessante. Assim, os campões distritais poderiam disputar uma fase de subida na próxima época.”

 

João Carlos Pires, presidente do GDM, não nega que esta ordem trouxe algumas desvantagens ao seu clube:

“Claro que esta decisão não agrada a todos, e há quem saia prejudicado e beneficiado. Nós, perdemos a hipótese de levar a equipa feminina à Taça Nacional, assim como a equipa de iniciados, e nesses aspeto saímos prejudicados. Em termos da equipa sénior, mantemos-nos onde estávamos, sendo que não haverá subidas nem descidas.” 

 

Quanto aos restantes emblemas transmontanos que militam no Campeonato Nacional de Futsal da II divisão, ou seja, Pioneiros de Bragança e Mogadouro, mantêm-se assim nesta competição.

Aquando da paragem do campeonato, à semelhança do Macedense, ambas as equipas iam disputar a fase de manutenção, com os Pioneiros e o GDM na série A e o Mogadouro na série B.

A Federação Portuguesa de Futebol informou ainda que “analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino.”

Será a partir de agora estudado entre a FPF e as associações distritais e regionais, os moldes em que irão decorrer as competições nacionais não-profissionais na época 2020/21.

 

Escrito por ONDA LIVRE  

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