Foi aprovada a dissolução da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros e o presidente da câmara garante que selo da UNESCO não está em risco

Foi aprovada a dissolução da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros e o presidente da câmara garante que selo da UNESCO não está em risco

Foi ontem aprovada a dissolução da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros.

Com esta decisão, a gestão do geoparque macedense passa a ser da responsabilidade da autarquia, assim como a integração do quadro de pessoal ligado à estrutura, que é composto por seis técnicos.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, garante que o galardão da UNESCO não está, de todo, em risco, até porque esta foi uma alteração aconselhada pelo júri que avalia os geoparques em todo o mundo:

“Estas medidas que tomamos preconizam exatamente as imposições da UNESCO. O galardão foi homologado nesta última avaliação e a única advertência que tivemos, embora de forma verbal, vinha no sentido de haver uma outra forma jurídica de gestão do geoparque que não fosse em forma de associação, como até agora acontecia, porque não garantia a sua subsistência.”

A associação tinha 11 sócios que por ano pagavam uma quota de 10€. As despesas com o funcionamento do Geopark Terras de Cavaleiros eram asseguradas através de subsídios atribuídos pela autarquia.

Agora, a subsistência do geoparque e os vencimentos dos técnicos continuam a ser garantidos pela câmara mas de forma legal, esclarece o presidente:

“Pedimos um parecer jurídico à CCDR Norte, entidade que supervisiona todo este tipo de financiamentos, e ao Tribunal de Contas. Todos eles foram unânimes dizendo que teríamos de legalizar esta situação, o que só seria possível através da integração do geoparque nas divisões do próprio município.

Os trabalhadores têm de ter os seus vencimentos e de outra forma não havia possibilidade de os garantir.

O geoparque, enquanto organização, neste momento não é autónomo financeiramente.”

Os 11 anteriores sócios vão agora integrar um conselho consultivo, “assegurando uma participação cívica e a preservação das qualidades inerentes ao funcionamento do geoparque”, frisou ainda o presidente.

A dissolução da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros, decidida ontem em assembleia geral convocada para o efeito, contou apenas com o voto contra da Associação Terras Quentes.

Escrito por ONDA LIVRE

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