Federação das Associações dos Caçadores pede mais inclusão na busca do tratamento da doença hemorrágica

Sobre as declarações da presidente do ICNF, acerca da criação do projeto SOS Coelho, o presidente da Federação das Associações dos Caçadores da 1ª Região Cinegética, mostra-se apreensivo.

Fernando Castanheira Pinto defende que os caçadores deveriam ter uma parte mais ativa nesta questão, e mostra-se preocupado com o tempo prolongado dos estudos sobre a doença.

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“É muito tempo. Nós temos as zonas de caças disponíveis para fazer o que for necessário em termos de projetos piloto, para tentar resolver o problema.

Mas a questão que se coloca é que está tudo ainda num núcleo extremamente fechado, e que nós, inclusivamente os caçadores, não sabemos de tudo aquilo que se esta a fazer.

E queremos participar, portanto temos que ser uma voz e ter uma parte muito ativa daquilo que se esta a fazer.

Andamos muito tempo aquando do surto de mixomatose, e depois da hemorrágica viral, à espera, convencidos que viria a vacina milagrosa, que nunca chegou. A única coisa que aconteceu foi que, naturalmente, e por força da natureza, os próprios coelhos criaram autodefesas.

Neste momento é muito mais complicado, porque a estirpe da doença hemorrágica viral que existe agora ataca logo os coelhos praticamente a nascença. Isso é que é extremamente perigoso, e que vai dificultar a que eles próprios criem as suas defesas.”

O presidente da Federação das Associações dos Caçadores da 1º Região Cinegética a pedir que as entidades competentes os envolvam mais no assunto da hemorrágica viral do coelho bravo, e a mostrar-se apreensivo quanto à extensão temporal na busca de cura para esta doença.

Escrito por ONDA LIVRE