Greve dos trabalhadores da saúde sem expressão no distrito de Bragança

Os trabalhadores da saúde estão em greve desde a meia-noite de hoje, contudo adesão foi reduzida no Nordeste Transmontano.

As declarações são do Coordenador Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, João Lourenço. Segundo os dados apurados durante a manhã, no Distrito de Bragança houve adesão por parte dos Centros de Saúde da Sé (Bragança), Izeda, Miranda do Douro, Moncorvo, Vinhais e Alfândega da Fé. Ainda de acordo com o sindicalista, a adesão em Macedo de Cavaleiros não foi, de todo, significativa.

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“Quanto aos efeitos da greve de hoje, nomeadamente no distrito de Bragança, não corresponderam àquilo que, em termos nacionais, aconteceu.

No distrito de Bragança ainda não temos dados sobre os Unidades Hospitalares. A nível dos Centros de Saúde, há pelo menos dois que de manhã nos informaram que no centro de Saúde da Sé, em Bragança, houve uma adesão de cerca de 58%, onde não foram efetuadas consultas de manhã, e o mesmo aconteceu no centro de saúde de Izeda.

Em relação aos outros concelhos, houve registo de greve pouco significativo no Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros e em Miranda do Douro. Em Macedo, no Centro de Saúde, pelo menos da parte da manhã, só houve adesão de um trabalhador e quanto à Unidade Hospitalar ainda não temos dados. Em Moncorvo houve uma boa adesão, embora não chegasse aos 50 %. O mesmo aconteceu em relação a Vinhais. Nos outros concelhos foi nula, exceto em Alfândega da Fé.”

Já no distrito de Vila Real, a adesão à greve apresenta valores mais substanciais. A informação é do representante do distritro do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, António Serafim, com destaque para o Hospital de Chaves, onde a adesão ficou situada nos 80%.

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“Aqui em Vila Real, sobretudo a nível do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto-Douro, tanto no Hospital de São Pedro aqui de Vila Real, como no de Chaves, a adesão é muito significativa.

No caso do hospital de Chaves, a adesão anda na ordem dos 80%. É muito significativa, não só aqui no distrito de Vila Real como também a nível nacional. Em alguns Centros de Saúde, há uma adesão de 100% nas consultas, como por exemplo em Mondim de Basto e em Chaves. Para já, de acordo com as informações que eu recolhi, os níveis de adesão são extremamente significativos.”

Além da municipalização dos cuidados de saúde primários e a entrega dos hospitais do SNS (Serviço Nacional de Saúde) às misericórdias, também o excesso de carga horária e a necessidade de contratar mais pessoal são mote desta greve.

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“As reivindicações têm a ver com a defesa dos direitos laborais, isto é, a recuperação daquilo que nos levaram recentemente, nomeadamente, a questão das 35 horas de trabalho.

Também tem a ver com o serviço Nacional de Saúde. Ainda falando dos direitos laborais, acrescento que há necessidade de contratar mais trabalhadores, pois essa é uma das razões porque há uma desregulamentação dos horários de trabalho nos hospitais e também nos centros de saúde.

Os  trabalhadores acabam por ser obrigados a trabalhar mais que as 40 horas semanais e algumas vezes mais do que 8h diárias.”

Em toda a região norte do país, a adesão à greve estará a rondar os 80%, segundo fontes sindicais.

Até à redação desta notícia, não eram conhecidos dados referentes às Unidades Hospitalares sobre esta greve de 24h.

Escrito ONDA LIVRE