66% dos transmontanos rejeita medicação prescrita pelo médico

66% dos transmontanos rejeita medicação prescrita pelo médico. Esta é a conclusão de um estudo efectuado pela da UTAD que revela ainda que maioria dos incumpridores sofre de doenças crónicas e que 8% da população está impossibilitada de comprar medicamentos por falta de recursos económicos.

Os dados fazem parte de uma dissertação de mestrado, desenvolvida na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro,  e que constitui o primeiro trabalho sobre a adesão à terapêutica na população transmontana alguma vez desenvolvido.

Para a investigadora Paula Oliveira do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas estes valores são preocupantes, uma vez que existem doenças que não podem deixar de ser tratadas, sob o risco de porem em causa a segurança dos doentes e de outras pessoas, nomeadamente as doenças cardiovasculares e mentais

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“São valores muito preocupantes. Há doenças que não podem deixar de ser tratadas, porque põem em causa a saúde dos doentes que não tomem a medicação, bem como de outras pessoas, nomeadamente no caso das doenças mentais e cardiovasculares.”

Os dados apurados adiantam que 42% dos inquiridos deixam de tomar a medicação devido a efeitos secundários ou reações adversas e que 18% interrompem o tratamento por não sentirem melhorias. Já 8% da população não cumpre a medicação por falta de recursos económicos.

Paula Oliveira refere que este estudo teve por objectivo avaliar a prevalência e a natureza da falta de adesão aos medicamentos.

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“Este estudo foi elaborado com o objetivo de avaliar a valência, identificar os fatores que estão associados à falta de adesão, à terapêutica medicamentosa bem como compreender os fatores associados.

Concluímos que os baixos rendimentos económicos, a idade avançada e uma baixa literacia são os principais responsáveis pelos resultados obtidos que traduzem uma fraca adesão à terapêutica.”

Participaram na amostra 1500 pessoas, 900 mulheres e 600 homens, com uma média de idades de 56 anos, residentes na região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Os dados foram recolhidos em instituições prestadoras de cuidados de saúde, como o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, e centros de saúde e farmácias comunitárias da região.

 

Informação CIR (Universidade FM)