Burro Mirandês está em risco de extinção

Um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro sobre o Burro
de Miranda é claro: a raça autóctone ainda está em risco de extinção.
De acordo com o investigador Miguel Quaresma, autor da investigação,
há cerca de 600 fêmeas desta espécie em idade reprodutora, enquanto o
número mínimo necessário para assegurar a continuidade da raça teria
de ser de pelo menos 1000. O veterinário e professor na UTAD adianta
que, se não for invertido o rumo de diminuição dos exemplares, a raça
deverá estar extinta em 50 anos:

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A mecanização agrícola e o abandono da actividade são as razões mais
apontadas para o declínio da espécie. E apesar de se terem feito
avanços no sentido de preservar a raça do burro mirandês, tendo-se
travado o declínio a que parecia destinada, a diminuição de exemplares
da espécie continua.
Contudo, e segundo o investigador, a esperança na recuperação do burro
de Miranda reside valorização da espécie e na aposta em novas
utilizações dos animais:

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O slogan adoptado pela Associação para o Estudo e Protecção do Gado
Asinino (AEPGA) – e que é “Burros há muitos, mas estes estão em
extinção”, continua, segundo este estudo, a fazer sentido.

 

Informação CIR (Rádio Brigantia)