De acordo com órgãos de comunicação nacional, o Ministério da Educação está já a investigar o grande número de pedidos de mudança de escola por motivo de doença, no distrito.
As vagas ocupadas pelos docentes que recorreram a este mecanismo, faz com que os professores do quadro de zona pedagógica possam ficar sem componente letiva atribuída, o que pode levá-los a ter de se deslocar para localidades distantes da sua área de residência. Carlos Silvestre, do Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados por Escolas Superiores e Universidades (SEPLEU), admite que o número de caso pode ser considerado anormal.
“Pelos números que nós temos e sabemos, podemos considerar que são anormais. Mas pelo que esse é um problema que tem a ver, principalmente, com questões pessoais e com os médicos que passaram esses atestados.
Ou seja, o que temos de salvaguardar é que se as pessoas recorreram ao que essa possibilidade que está consagrada no Ministério da Educação, e os médicos passaram atestado, é porque as pessoas estão nessa situação.”

“Sugeri, inclusive, a alguns diretores de escola, que era importante talvez, em vez de assumirem eles essa gestão, passarem um pouco a “batata quente” ao Ministério da Educação, para ser ele a decidir.
Se eu fosse diretor de um agrupamento, não faria nada sem antes colocar diretamente ao Ministério da Educação o que fazer com os professores que estão em mobilidade por doença e os que estão no Quadro da Zona Pedagógica.”

“Os professores não estão dispostos a ter que se deslocar para muitos longe de casa enquanto outros menos graduados os ultrapassam, mesmo que estejam em mobilidade por razões válidas, sem qualquer tipo de fraude.
Acham que sim, que deve existir, mas que fiquem na escola com outro tipo de trabalho, mais leve, sem componente letiva. Porque há muito trabalho nas escolas.”

