Exames de condução atrasados em Bragança

Há um atraso de cerca de dois meses para realizar exames de condução em Bragança.
A situação existe desde que apareceu o processo conhecido como Carta Branca, quando foram suspensos os três examinadores do centro de Bragança, no entanto agravou-se nos últimos meses.
Desde 15 de Julho que não se realiza em Bragança uma prova prática, estando uma nova marcada para hoje.
Até esta terça-feira, seriam cerca de 200 alunos que estariam à espera para realizar na capital de distrito o exame que dá direito à carta de condução. Depois da realização desta prova, a lista deve diminuir em 40 nomes.
O que de acordo com responsáveis das escolas de condução não resolve o problema, como explica João Pires.
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João Pires, responsável da escola de condução Princesa, explica que um dos principais inconvenientes causados por esta situação é o facto de o código expirar depois de um ano.
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Rui Fernandes inscreveu-se na primeira quinzena de Junho para o exame de condução e ainda não tem ideia de quando será marcado. Para além da espera, o jovem de Vila Flor, que se vai mudar para Lisboa, vai ter de regressar a Bragança de propósito para a realização do exame.
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Também Luís Gonçalves de Amarante, e a estudar no Instituto Politécnico de Bragança, está preocupado com o atraso na realização do seu exame, e teme estar em desvantagem para a prova.
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A demora na realização de provas é justificada com a falta de examinadores. Num esclarecimento por escrito, o Instituto de Mobilidade Terrestre, explica que os atrasos são “decorrentes do processo judicial em curso”. O instituto acrescenta que “a Direção Distrital de Viação de Bragança não possui examinadores residentes, motivo principal para o atraso existente neste momento”, sendo necessário os examinadores deslocarem-se de outras direcções distritais.
O IMT refere ainda que o prazo de realização dos exames práticos se encontra entre os 20 e os 50 dias, na Direcção Distrital de Viação de Bragança, devendo-se o número elevado de dias ao período de férias. O IMT sugere por fim que, como alternativa, os alunos realizem as provas em centros privados, como o de Mirandela.

Informação CIR (Rádio Brigantia)