Burra à espera que o dono a reclame

Depois de sábado ter causado algum aparato no IP2, perto das aldeias de Vale Benfeito e Bornes, segue agora a busca pelo proprietário da burra castanha, que mobilizou a GNR, os bombeiros, populares e o veterinário municipal de Macedo de Cavaleiros.

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“Resultou de um contato feito à GNR que identificou a presença do animal no nó do IP2 entre Vale Benfeito e Bornes. Depois, solicitou-se a presença do médico veterinário da autarquia, então desloquei-me ao local, fiz a identificação do animal, ainda tentamos fazer várias diligências no sentido de ver se o animal pertencia a alguém das aldeias mais próximas.”

 Nuno Morais conta ainda que o animal ficou à sua guarda. Temporariamente, arranjou uma casa confortável, em Vale Benfeito, na exploração de um produtor local. Mas esta não é a situação desejada.

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“Ainda por cima é um animal muito dócil e meigo, de modo que me leva a tomar as diligência para encontrar o proprietário, e se este não aparecer, terei de tomar outras medidas no sentido de entregar o animal a alguém, ou seja, a alguma instituição. Já pensei na questão de usar o animal para o ensino e educação de crianças, uma vez que é um animal dócil e meigo. Mas claro que isso é só caso o dono não apareça.”

O animal tem chip, com o número 620098100645703, só que não há nenhum nome associado. Ou seja, o registo não foi terminado.

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“A colocação do microship era obrigatória nestes animais e foi feita e foi feita durante os meses da primavera. O que acontece é que, as pessoas, posteriormente, tinham de se dirigir à Zona Agrária para proceder ao registo do animal, e, provavelmente, foi que lhe foi colocado um microship. Tenho o número em minha posse mas o proprietário não deve ter feito o registo, e uma vez não feito o animal não aparece na base de dados e, por isso, não conseguimos ter acesso ao proprietário.”

A burra, que se estima ter entre 15 a 20 anos, espera neste momento que o dono a vá recolher. Os burros são uma espécie ameaçada, e que facilmente ultrapassam os 30 anos de idade.

Escrito por ONDA LIVRE