Empresa que atua em Trás-os-Montes suspeita de fraude que envolve fundos comunitários

A Polícia Judiciária e o Ministério Público suspeitam de que pelo menos uma empresa especializada em formação profissional, e com estabelecimentos em Bragança e Chaves, e ainda na Zona Centro, Grande Porto e Grande Lisboa, pode estar no epicentro de uma fraude em fundos comunitários.

Em causa estão verbas muito próximas de 25 milhões de euros.

As autoridades, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, efetuaram ontem um total de 22 buscas em casas de suspeitos, empresas e escritórios de contabilidade.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, que dá hoje a notícia, uma das visadas é a empresa Regibio, com sede em Bragança, e delegações em Chaves, Porto, Lisboa e Oliveira do Hospital.

Em causa estão verbas disponibilizadas ao abrigo dos programas comunitários.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, as autoridades suspeitam que os custos com ações de formação profissional podem ter sido empolados. As suspeitas também se alargam à aquisição de equipamentos.

A “Regibio” afirma ser especializada em formação na área da agricultura e em áreas conexas, mas também já presta serviços noutros ramos de formação, fora do âmbito do financiamento dos fundos comunitários.

Entre os seus clientes – anunciados no sítio da Internet – estão várias cooperativas agrícolas e associações florestais, em Mogadouro, Figueira de Castelo Rodrigo, Murça, Vinhais, Vimioso, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vimioso, Boticas e Chaves, entre outros.

Criada há vários anos para dar formação em Bragança, a “Regibio” tem como fundador um antigo aluno do Instituto Politécnico de Bragança e outros sócios.

Informação CIR (Rádio Brigantia)