Sons e ritmos filarmónicos encheram o Centro Cultural no passado sábado

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E música maestro.

Foi ao som de instrumentos clássicos que o Centro Cultural da cidade abriu as portas para dar palco ao concerto anual de bandas filarmónicas.

A dar música aos macedenses estiveram a Banda do Brinço e a Banda 25 de Março que encheram o auditório do Centro cultural para duas horas de temas que foram desde o clássico ao popular.

E quem abriu a noite foi a Banda do Brinço, composta por mais de 50 músicos e orientada pelo maestro Pedro Afonso, que revela que o importante para a criação do repertório, é conseguir agradar não só o público, mas também os músicos.

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“Escolho o repertório face à banda e aos músicos que tenho à frente. Depende se são mais profissionais, amadores, se tenho músicos com mais dificuldades que precisam de ser ultrapassadas. Escolho um repertório mais acessível para eles que depois vai evoluindo ao nível de dificuldade. O importante é agradar ao público, aos músicos e a outro público um pouco mais entendedor a nível musical.”

São muitas as caras jovens que compõe uma banda que cada vez tem mais músicos a aderir. O maestro releva qual o segredo.

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“Tem que se saber lidar com eles e fazer outras coisas que não seja só estudar, também temos que entrar nas brincadeiras que eles fazem.

Este ano, já temos na escola de música que funciona aos sábados à tarde, cerca de 15 pessoas novas, o que representa bastante mais do que o ano passado onde só tínhamos oito.

Este aumento deve-se ao facto de que, ao ouvir a banda, a qualidade é cada vez maior. A nível musical estamos a progredir cada vez mais, assim como ao nível cultural onde as pessoas já têm outra noção do que é a música e uma banda filarmónica. Depois, é claro que o pessoal também gosta muito das músicas que nós tocámos, o que os cativa imenso.”

Chegada ao fim a prestação da Banda do Brinço, foi vez de dar ouvidos à Banda 25 de Março.

“Jovem e clássico”, é assim que o maestro Leonel Pereira descreve o repertório com que presentearam os macedenses.

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“Este repertório foi pensado a nível jovem, um ligeiro clássico, popular, e no fim acabei por tocar uma marcha de procissão que é muito digna de ser tocada e muito linda. A marcha chama-se Concha e não é muito normal acabarmos com uma marcha deste género mas acho que ficou muito bem e tentámos, de acordo com o nosso repertório, agradar também ao público.

Nós gostamos muito das obras mas temos de pensar no público que temos a ouvir. Portanto, está tudo direccionado e acho que foi bem conseguido.”

A promover o evento esteve a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, que assim deu seguimento a uma “tradição musical” que tem por hábito acontecer todos os anos nesta altura. E quem o diz é José Luís Afonso, vereador da Cultura do Município.

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“As bandas já fazem parte da nossa Agenda Cultural ao longo dos anos e é normalmente no fim do ano que as duas bandas do nosso concelho vêm aqui ao Centro Cultural apresentar-se, onde demonstram o trabalho elaborado. Ao longo dos anos temos verificado que as bandas cada vez se apresentam de melhor forma e cada vez com caras mais novas e jovens, o que nos enche de orgulho.”

Instrumentos filarmónicos e muitas palmas foram os sons que preencheram a acústica do auditório do Centro Cultural na noite do passado sábado em Macedo de Cavaleiros.

 

Escrito por ONDA LIVRE