PS de Macedo de Cavaleiros critica condições da paragem de autocarro da cidade

Uma situação incompreensível, a da atual paragem de autocarro, situada entre Rua Damião de Góis e a Rua das Rosas, à entrada da cidade de Macedo de Cavaleiros

Declarações de Pedro Mascarenhas, presidente da Concelhia do PS, que sublinha que o espaço não tem condições para acolher os utilizadores.

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“É uma situação que não se compreende como se mantém. Mesmo quem não utiliza a paragem e não anda de autocarro com frequência, passa por ali e apercebe-se que aquilo não tem as mínimas condições para que as pessoas estejam ali à espera.

Se for lá pela manhã com o frio percebe que é muito mau estar ali à espera. As pessoas estão cheias de frio, não têm condições, se chover ficam todas molhadas. Há situações em que a chuva cai com muita intensidade e a zona onde o autocarro pára fica completamente alagada, os passageiros não têm condições nenhumas para sair do transporte nem para entrar, tem de parar mais à frente.

Tudo aquilo é uma situação que não se entende como não é uma prioridade para o município.

Já se fizeram obras, já se gastou dinheiro em coisas que talvez poderiam esperar mais algum tempo para serem feitas e a paragem continua por fazer. É uma questão de falta de atenção pelos munícipes, falta de consideração para quem usa o autocarro e para quem tanto apregoa que o turismo será a salvação da nossa terra e investe num turismo de excelência, e não me parece que a situação da paragem do autocarro venha a ajudar.”

Duarte Moreno, presidente do município, avançou, à margem da última assembleia municipal, que a anunciada paragem de autocarro vai ser no mesmo lugar onde funciona neste momento a provisória. Pedro Mascarenhas diz haver outros locais para o fazer, mas levanta outra questão.

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“Relativamente ao local já seria outra discussão que teríamos de ver e analisar. Há vários locais possíveis para construir uma paragem. Aqui levanta-se outra questão: construir uma simples paragem ou uma central de camionagem ? 

Há quem diga que Macedo de Cavaleiros não precisa de uma central de camionagem porque para o trânsito que tem chega bem uma paragem. Eu não acho. Em Macedo, apesar de ter diminuído a sua população e ter cada vez menos movimento, ainda se justificava uma central de camionagem, embora não de grandes dimensões.

Há muitos autocarros a parar aqui, pelo que ali talvez não fosse o melhor sitio porque para uma central de camionagem não há espaço. 

Temos uma estação de comboios abandonada, poderia muito bem ser recuperada para se fazer uma central de camionagem, seria um local possível, mas existem outros.

Agora, independentemente do local, é preciso criar condições. Quer para uma central de camionagem, quer para uma paragem, o que é preciso é que hajam condições, uma sala de espera e que as pessoas possam estar secas, abrigadas e aquecidas.”

E estranha ainda a demora em concluir esta obra.

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“Estranho a demora. No tempo do engenheiro Beraldino ele me ia convencendo de que iam protelando essa situação para depois, na altura de eleições, fazerem a obra. Mas depois fomos verificando que não, nem nessa altura a obra era feira.

A situação tem vindo a ser empurrada para se fazer a obra perto das eleições e acho muito mau que não se pense primeiro nos munícipes e sim em questões eleitoralistas.

Apesar da situação da Câmara, 150 mil euros não são assim tão difíceis de arranjar, e se tivessem realmente vontade de a fazer já tinham arranjado o dinheiro.

Não fazem e estou convencido que não querem.”

A obra da nova paragem de camionagem está contemplada no Orçamento e Opções do Plano para 2016. O assunto vai ser levado à primeira reunião do próximo ano, segundo o autarca local afiançou na assembleia do passado dia 27 de novembro.

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Escrito por ONDA LIVRE