Zasnet quer criar marca para território da Reserva da biosfera da Meseta Ibérica

O Agrupamento europeu de cooperação territorial, Zasnet,  espera conseguir 3 milhões de euros para um plano de acção de promoção do território. O objectivo é criar uma marca para o território da Reserva da biosfera da Meseta Ibérica

De entre as três medidas previstas, uma está direcionada à certificação de qualidade do turismo sustentável na região, como explica a presidente do Zasnet Berta Nunes:

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“Tem uma medida direcionada ao turismo sustentável, queremos promover a certificação de todas as empresas , restaurantes,  hotéis e tudo o que tenham a ver com o turismo de forma geral. Com a marca que é “Biosfera”, certificação financiada em parte por esta candidatura, vamos apelar também a todos os atores que estão no território de forma a que eles possam juntar-se a nós para promover um turismo sustentável e certificar-se com essa marca que está certificada pelo estudo de turismo responsável.”

O Zasnet pretende ainda sinalizar o território que foi reconhecido pela UNESCO como reserva da Biosfera:

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“Outro investimento importante é a sinalização do território no âmbito da reserva, criar portas de entrada, enfim, fazer com que qualquer turista que nos visite saiba que está na reserva e tenha uma série de indicações que facilitem a sua visita. Ao estarmos a fazer a candidatura com as várias vertentes, tudo o que estamos a fazer, da sinalização à certificação “Biosfera”, dá notoriedade ao território e vai, de certeza, atrair turistas. 

Queremos que os turistas que chegam e nos visitam tenham a percepção de que este é um território qualificado, quer ser sustentável e respeita a natureza.”


A também autarca de Alfândega da Fé, Berta Nunes, esclarece que a Reserva da biosfera da Meseta Ibérica vai ser um território gerido de forma a contribuir para o seu desenvolvimento.

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“A UNESCO quando aprova uma Reserva da biosfera vai pôr à prova uma reserva para que seja um território dinâmico, qualificado, que cria oportunidades às pessoas que lá vivem, onde se vive com qualidade. Não se quer fazer deste território uma espécie de reserva onde só vivem os animais e as plantas sem lugar para as pessoas, como parece acontecer com alguns parques que temos aqui na nossa CIM. Não é isso que está em causa, não são essas as politicas que nós defendemos para a Reserva da biosfera. Claro que temos que ter regras de conservação de determinadas áreas mas nunca poderão ser regras que expulsem as pessoas do território e que os tornem desérticos porque não é isso que queremos.”

 

A candidatura no valor de quase 3 milhões de euros aos fundos comunitários do programa INTERREG será submetida até ao dia 22 de Janeiro.

 

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)