PCP considera “incompreensível e inaceitável” que autarquias não tenham feito nada pelo Cachão

A direção da organização Regional de Bragança do PCP considera incompreensível e inaceitável que as autarquias de Mirandela e Vila Flor, bem como as entidades nacionais, nada tenham feito para evitar mais uma tragédia no complexo do Cachão, no passado domingo, depois do incêndio que já tinha destruído um armazém com toneladas de plástico, em Setembro de 2013.

Filipe Costa, da DORBA de Bragança do PCP, recorda que o seu partido, desde 2012 tem alertado para os riscos, ambientais, de saúde pública e catástrofes que a atividade da Mirapapel potencia. Para além disso, em resposta a solicitações do PCP, o próprio Ministério do Ambiente revelou a falta de licenciamento da referida empresa para a gestão de resíduos não perigosos.

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Filipe Costa não entende a razão de tal inércia das autoridades para mandar retirar aquele material do complexo do Cachão. O PCP defende uma solução integrada para aquela estrutura para resolver muitos dos problemas associados ao desenvolvimento regional, nomeadamente transformar o complexo num entreposto de recolha, transformação e escoamento dos produtos da região

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O Grupo Parlamentar do PCP vai questionar o governo, esta quarta-feira, sobre que medidas vai tomar para garantir a segurança das populações, salvaguardar os problemas ambientais e de saúde pública reafirmando uma nova política para o Complexo Agro – Industrial do Cachão que inverta o rumo de intensa degradação.

Informação CIR (Rádio Terra Quente)