PCP promete estar atento às desigualdades sociais e económicas na região

Nos últimos 10 anos, Trás-os-Montes terá perdido mais de mil serviços públicos.

Números lançados por Jorge Humberto, membro do Comité Central do Partido Comunista Português.

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“Num apanhado que fiz recentemente, a região de Trás-os-Montes perdeu mais de mil serviços públicos, se contabilizarmos  escolas, tribunais e outros que tínhamos, e que desapareceram.

Isto fez com que as nossas aldeias ficassem cada vez mais desertificadas. O despovoamento é cada vez maior. Só com o retorno de alguns desses serviços, já nem os pedimos todos, podemos mudar a situação. Tirar uma escola de uma aldeia, é fechar as aldeias, é acabar com o interior. Tirar um tribunal de uma cidade, é dar mais encargos à população. Tirar um centro de saúde, a mesma coisa.”

Declarações à margem de um almoço comemorativo do 95º aniversário do partido, este sábado, em Macedo de Cavaleiros. Na sua intervenção perante os militantes, Jorge Humberto deu ênfase às desigualdades sociais, que considera serem ainda bastante acentuadas na região.

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“Infelizmente, passados mais de 40 anos sobre o 25 de Abril, ainda um conjunto de população que vive no limiar da pobreza e abaixo. Temos também um conjunto de reformados e pensionistas cujas pensões de reforma são bastante inferiores à média nacional. Para lhe dar um exemplo, a média de pensões em Trás-os-Montes é 23% abaixo da média nacional. Os salários são inferiores em 20%.

Portanto, continuamos a ser discriminados nestas matérias.”

Outra preocupação do partido prende-se com a necessidade de rejuvenescer e aumentar os militantes. Ainda que sem revelar um número exato de inscritos atualmente, Filipe Costa, da direção da organização regional de Bragança do PCP, adianta que no último ano mais 40 pessoas aderiram ao partido no distrito, e em toda a região transmontana terão sido mais de 80 as novas inscrições.

Filipe Costa considera que a atual conjuntura social e económica pode estar a aproximar mais a população aos ideais do partido.

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“Tem um efeito positivo junto das pessoas e as classes trabalhadoras, mas também junto da juventude, que tem visto a vida a ser-lhe madrasta  nos últimos anos, fruto da precariedade, da emigração forçada, das condições de acesso à educação, da elitização do ensino superior. E, portanto, também no seio da juventude, o ideal comunista é atrativo para a adesão e a militância.”

O PCP a comemorar o 95º aniversário, e que promete continuar atento ao desenvolvimento socioeconómico da região, à desertificação e à manutenção de serviços públicos.

As comemorações do aniversário do partido aconteceram antes em Torre de Moncorvo, e ontem à tarde em Bragança. Para a semana, há novo almoço em Mirandela, desta feita com a presença de Jaime Toga.

Escrito por ONDA LIVRE