Acessibilidade dos utentes e falta de médicos debatida com deputados do PCP

As Jornadas Parlamentares do PCP encerraram ao início da tarde, em Bragança.

Antes, durante a manhã, as deputadas Paula Santos e Carla Cruz reuniram com a direção da Unidade Local de Saúde do Nordeste no Hospital de Macedo de Cavaleiros. À saída, Paula Santos revela algumas das questões debatidas no encontro com António Marçôa.

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“A acessibilidade dos utentes aos cuidados de saúde, tendo em conta uma preocupação muito concreta, relacionada com as características desta região, com as condições sociais e económicas dos utentes e com o facto de se ter tomado uma decisão que restringiu muito o acesso dos utentes ao transporte de doentes não urgentes que constitui uma limitação para usufruir dos cuidados de saúde.

É uma preocupação por nós manifestada e que foi reconhecida. Outro aspeto são os meios alocados ao funcionamento da Unidade Local de Saúde, a primeira das quais ligada ao financiamento.”

A carência de profissionais de saúde foi outro dos assuntos abordados.

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“Foram-nos transmitidas preocupações muito particulares ligadas com a carência de médicos em especialidades como ginecologia, anestesia e urologia. Mas também carências em termos de outros profissionais, como enfermeiros e assistentes operacionais.

Outra preocupação tem a ver com a proximidade. Aqui as relações de proximidade têm outro significado, e é importante um investimento e um reforços nos cuidados de saúde primário, para dar uma resposta mais eficaz aos utentes.”

E mesmo que o financiamento para a área da saúde não vá aumentar, a deputada comunista mostra confiança que uma mudança de políticas possa inverter a situação atual.

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“Entendemos que é possível. Há aspetos de fundos que temos que ter em conta, e para responder à questão, teremos de olhar para o país como um todo.

Se não criarmos riqueza e investirmos na nossa produção, continuamos numa linha de dependência em relação ao exterior. Isso, obviamente, não é solução.

Tem que se olhar para as funções sociais do Estado, e em particular para o Serviço Nacional de Saúde e para o direito à saúde, como um investimento. É um investimento que fazemos nas pessoas e no nosso país.

Nesse sentido, continua a ser inaceitável que o Governo gaste mais em taxas de dívida do que na saúde.”

Nestas jornadas parlamentares destaque também dos membros do partido para a Casa do Douro, os baldios e a reforma judiciária.

Escrito por ONDA LIVRE