BAL e “estabilidade interna” são as prioridades da direção Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo

A construção da Base de Apoio Logística (BAL), anunciada no verão de 2014, é a grande prioridade da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros, que hoje tomou posse por mais 3 anos.

Esta infraestrutura serve para auxiliar os bombeiros  que andam “em trânsito” pelo país, oriundos de outras corporações, principalmente na época de combate a incêndios, e ficará ao serviço de todo o distrito de Bragança.

António Baptista, novamente empossado presidente, deixa a vontade de avançar com o projeto, que parou com a mudança de Governo.

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“Sobretudo, vamos tentar fazer a BAL. Precisamos de pressionar o poder político, porque eles é que têm o poder de avançar com o projeto.

Para já, estamos em instalações provisórias, cedidas pela Câmara, mas a BAL faz-nos falta.

Quando estava no Governo o ministro Miguel Macedo (ex-ministro da Administração Interna), ele disse ‘avancem com o projeto, que num ano conseguimos financiá-lo’. Ele foi embora, agora temos que esperar que venha outro com a mesma vontade.”

Outra prioridade para este mandato é a “estabilidade interna”. Ainda que sem se referir a um caso concreto, ou explicar se falava sobre as polémicas que envolvem o antigo comando dos bombeiros, António Baptista afirma que a direção vai ter pulso firme nos próximos 3 anos.

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António Baptista (AB) – É a direção que vai governar. Doa a quem doer. Vamos marcar diretrizes e emanar ordens.

Os bombeiros têm que estar connosco, porque a direção está com eles. Agora, é evidente, aqueles senhores que querem pensar que aquilo é tudo deles e que eles é que mandam, a direção vai cortar pela raiz. E se amanhã não colaborarem connosco, pois irão embora.

Onda Livre – Por isso, está com isso a dizer que se o comando não corresponder às diretrizes, pode ser repreendido?

AB – Não só o comando, mas todos. Têm que ser irmãos lá dentro, e deixar os interesses de lado. Os interesses morreram connosco.

Estou a dizer-lhe que ninguém vai viver dos bombeiros por interesse. Há um o outro que ainda pensa que está no tempo da “outra senhora”, mas não é verdade. A “senhora” não volta mais, quem pensar assim está enganado.

OL – Quer com isso dizer o quê? Que situações antigas dos bombeiros não se vão repetir?

AB – Quero dizer que a anarquia que existia, acabou.

António Baptista não revelou ainda quando é que João Carlos Venceslau volta ao comando, nem deu informações sobre quem são os nomes que o vão acompanhar, remetendo novidades sobre o assunto para depois de a direção reunir.

 

Escrito por ONDA LIVRE