Mês de maio essencial na prevenção do aparecimento da vespa da galha em Trás-os-Montes

Durante o mês de maio, a Associação Portuguesa da Castanha, a RefCast, apela aos produtores que plantaram novos soutos no último inverno para que se mantenham alerta para possíveis focos da vespa da galha.

O objetivo é evitar que em julho e agosto haja vespas adultas, prontas para fazer novas posturas. Por isso, é essencial que os produtores visitem semanalmente os novos castanheiros, e procedam de acordo com os conselhos deixados por José Laranjo, o presidente da RefCast.

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 “Queremos evitar a todo o custo que a praga se propague em Trás-os-Montes.

Por favor, vão às plantações que fizeram no último inverno, façam uma vistoria, castanheiro a castanheiro, e vejam se têm galhas. Se tiverem, tirem-nas e queimei-nas. Não precisam de arrancar o castanheiro.”

Neste momento, esta praga não é uma preocupação na região transmontana, onde há a registar apenas focos controlados.

A principal razão dos casos pontuais detetados no ano passado em Trás-os-Montes foi a compra de plantas sem passaporte, oriundas de países como Espanha e França, onde a praga está mais avançada. E estes casos podem replicar-se este ano.
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“Infelizmente, e apesar dos nossos pedidos para que não comprem plantas em qualquer sítio e para que comprem somente as certificadas e com passaporte, esta situação pode voltar a acontecer. Apelamos também a que não se comprem plantas em regiões onde haja vespa, porque podem trazer as plantas infetadas.

Mesmo assim, houve quem, ao arrepio de todas estas informações, comprasse estas plantas. Por isso que no ano passado foi o que se viu, e este ano a está a começar a repetir-se. A perigosidade desta praga é que, de uma hora para a outra, podemos ver a produção de castanha em Trás-os-Montes reduzida entre 80 a 90%.”

Para já, há conhecimento da deteção de focos no concelho de Vinhais.

De recordar que em Trás-os-Montes há 25 mil hectares de soutos, que produzem, anualmente, cerca de 30 mil toneladas de castanha. Para os produtores, representa entre 30 a 45 milhões de euros.

Escrito por ONDA LIVRE