PAN – Um fim-de-semana recheado de pão cultural em Carviçais

Começou ontem o PAN – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda, em Carviçais, Torre de Moncorvo.

Um nome comprido, que se sintetiza na troca cultural entre portugueses e espanhóis, mas também de artistas e escritores de outras nacionalidades. O PAN – nome inspirado na mitologia, e no pressuposto de que a cultura é a pão (a tradução literal de pan) da sociedade) – divide-se em duas partes. Já teve três dias em Morille, Salamanca, e de hoje até domingo acontece em Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo.

É o segundo ano que o evento vem a Portugal (em Espanha já leva 14 anos), e António Sá Gué explica como se deu esta transfusão.

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“Pessoas, e poetas, pintores, que iam ao festival. Era só no setor pessoal que o festival era transfronteiriço – em termos artísticos.

A primeira vez que fui a esta festival, a convite de um amigo, achei tão interessante este conceito, que propôs ao Manuel Ambrosio transportar este formato para território português. Assim o conceito de transfronteiriço adquiria uma forma mais real.

A partir daí, já é o segundo ano que vamos realizá-lo.”

O tema este ano é “O outro”, para falar da necessidade da aceitação e inclusão de todos e do que é diferente, e nesse sentido até está prevista uma oficina de escrita árabe, com Salek Brahim.

Manuel Ambrosio Sanchéz Sanchéz , organizador do lado espanhol, contraria o ditado que diz que “de Espanha nem bom vento nem bom casamento”. Do lado de lá vem música e a discussão sobre a exploração mineira também.

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“Vem o Flamenco. Na noite de sábado vai haver um magnífico concerto na Praça de Carviçais., com os Despiste Show María del Carmen, assim se chama grupo.

Todo o programas, em todos os âmbitos, por exemplo, no património mineiro. Há uma presença notável da exploração mineira de Salamanca, precisamente para conhecer e trocar ideias com a de Torre de Moncorvo. Está presente a Junta de Castilla e Léon, com o museu da Indústria do Aço e da exploração mineira.

A presença dos dois lados da fronteira é uma constante.”

Música, apresentações de livre, oficinas criativas, exposições, e muito mais, até domingo, em Carviçais.

Escrito por ONDA LIVRE