William Clarke venceu a 3ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. O ciclista australiano, da Drapac Professional, completou aos quase 160 quilómetros entre Montalegre e Macedo de Cavaleiros em 3 horas 49 minutos e 50 segundos, a dois minutos de Marco Frapporti, segundo neste terceiro dia de prova. Clarke contente com esta vitória, conseguida com uma fuga do pelotão.
“Estou muito feliz por hoje ter-se proporcionado isto para mim. Foi um começo muito difícil, nos primeiros 80 quilómetros.
Foi uma corrida muito agressiva, e consegui fugir com Marco Frapporti, e ambos trabalhamos muito bem, juntos, e consegui chegar em primeiro.
É a minha segunda vez em Portugal, a primeira vez fiz a Volta ao Algarve.”
Uma vitória, e uma etapa, que trouxeram alterações à classificação. Rui Vinhas (W52/FC Porto) é o novo camisola amarela. Terminou a prova no pelotão que estava a 4 minutos e 45 segundos da frente de corrida. Deixou Daniel Mestre (Efapel) a 3 minutos e 13 segundos.
“Nos últimos 10 quilómetros, tinha cerca de 4 ou 5 minutos, estava a ser informado pelo carro. Assumi todas as despesas da fuga, e tentei “sacar” o máximo de tempo possível. Na parte final vinha no máximo, já ninguém me ajudava, e acabei por assumir, sozinho. Sprintei, para não perder tempo. É um bom tempo de vantagem, mas amanhã é uma etapa muito dura, e o esforço de hoje vai acusar amanhã. Vou fazer o que o diretor mandar, sobretudo para o Gustavo (Veloso), ele é que é o líder de equipa. Vamos ver no que vai dar amanhã.”
Daniel Mestre não se mostra desalentado com a perda da camisola amarela, e considera que é possível recuperar.
“Optámos por deixar ir à fuga, porque não podemos começar a gastar toda a força desde o início desta Volta, porque certamente que ela vai fazer falta nos próximos dias. Claro que é bom para eles terem um homem na frente com essa margem, mas penso que é um tempo que não é impossível de recuperar.”
Depois da entrega dos prémios, Joaquim Gomes , ex-ciclista e diretor de prova, relembra como era competir em Trás-os-Montes, e deixa a promessa de a Volta passar, novamente, a ser presença habitual por estas paragens.
“Por incrível que pareça, uma das últimas vezes que Macedo teve a oportunidade de ser palco de uma etapa, porventura eu era o Camisola Amarela, aqui à chegada. No dia a seguir, existia um contra-relógio individual que ligava Macedo de Cavaleiros a Mirandela.
Macedo de Cavaleiros teve uma importância enorme da história da Volta. Foi muitas vezes a cidade que marcou, muitas vezes, a vinda da prova, ao nordeste transmontano. E depois deste sucesso, acredito que Macedo e Bragança vão surgir com mais frequência na Volta.”
Certo é já que, em 2017, Macedo de Cavaleiros volta a acolher a prova, diz Duarte Moreno, o autarca local, depois de um regresso bonito ao concelho.
“Foi muito bonito. Penso que foi um bom espectáculo para todo o país. Tive a oportunidade de acompanhar os últimos 5 quilómetros de prova, e é extraordinário o esforço que estes homens fazem no caminho para cortar a meta. Macedo de Cavaleiros mostrou ao resto do país que é capaz de fazer coisas bonitas. Estamos todos muitos orgulhosos.
Em 2017 vamos ter uma partida da Volta. O acordo já está assinado, por isso, é uma certeza que a prova estará em Macedo de Cavaleiros.”
César Fonte (Rádio Popular/Boavista) ganhou a prova de montanha. O brigantino Ricardo Vilela terminou esta etapa em 11º na geral.
Amanhã, a prova parte de Bragança, rumo à Senhora da Graça, em Mondim de Basto.
Fotos: https://www.facebook.com/voltaaportugal/photos/?tab=album&album_id=1058978304150515
Escrito por ONDA LIVRE


