Uma visão mais aprofundada sobre o Coronel Albino Pereira Lopo

O Coronel Albino Pereira Lopo dá nome ao novo Museu Municipal de Arqueologia de Macedo de Cavaleiros. O espaço foi inaugurado sábado, na ex-escola primária do “Trinta”.

O Coronel nasceu em Estevais, no concelho de Mogadouro, em 1860, e faleceu em Bragança no ano de 1933. Casou com Alice Beatriz de Miranda de Lamalonga, no concelho de Macedo. Investigador histórico-arqueológico, foi um dos pioneiros da área em Portugal.

Figura incontornável da cultura da região, tem sido esquecido. Fomos saber mais sobre Albino Pereira Lopo, na voz do presidente da Associação Terras Quentes, Carlos Mendes.

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“O Coronel Albino Pereira Lopo é uma pessoa com quem nós, nos bancos da faculdade, tropeçamos tranquilamente. Obrigatoriamente temos que o estudar.

É uma figura que tem sido muito mal-tratada na região. Foi o fundador do museu de arqueologia de Bragança, que depois se passou a chamar Museu Abade de Baçal. O Coronel foi mestre do Abade de Baçal. Temos, felizmente, o espólio documental todo o Coronel, e amiúde, lemos visitas do Abade de Baçal, onde este lhe pedia leituras e explicações sobre muitos temas.”

Acabou depois por ser afastado do museu que fundou, depois de ter ficado à morte, na sequência de uma queda a cavalo.

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“Ele esteve 16 anos à frente do museu, mas teve a infelicidade de ter um acidente de cavalo. Ia morrendo, esteve à morte muito tempo. Nesse tempo, a Câmara de Bragança meteu lá alguém, não interessa quem. E a melhor maneira de o homenagear foi chamá-lo para patrono deste museu.”

A memória do Coronel Albino Pereira Lopo reavivada no novo Museu Municipal de Macedo de Cavaleiros, dedicado à arqueologia, onde se retrata a história do concelho desde a Pré-História até à Idade Média.

Escrito por ONDA LIVRE