Caçadores continuam a pedir que se faça investimento em fiscalização

Os caçadores continuam a ver poucas alterações feitas com a aplicação do dinheiro que anualmente têm de pagar para praticar a atividade.

Essa foi uma das reivindicações apresentadas ao Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, na sessão de abertura da XX Feira da Caça e do Turismo em janeiro deste ano, que considerou ser uma questão antiga, deixando a promessa de tentar um caminho para compensar as associações.

Desde então, pouco alterou nesse sentido, refere Fernando Castanheira Pinto, Presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética.

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“A única coisa que alterou e que há muito esperávamos foi o surgir de uma medida do PDR 2020 que foi entretanto aberta. A federação de caçadores disponibilizou-se para ajudar as associações de caça a fazer candidaturas. Mas o impacto que isto vai ter a nível nacional é praticamente nulo, estamos a falar em 2 milhões de euros que foram abertos, para candidaturas que, no máximo, poderão ser de 75 mil euros.”

Uma medida que não é suficiente para colmatar as faltas no setor, que continua a necessitar de investimento na área fiscalização.

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“As associativas têm que pagar uma taxa todos os anos, depois o caçador tem que pagar a licença, há aqui uma dupla receita para o estado. Nós não estaríamos contra isso se soubéssemos que esses dinheiros eram aplicados na caça, ficaríamos muito contentes se fossem aplicados nas questões da fiscalização pois são muito importante, nós não temos que fiscalizar por que não temos condições.” 

Nos últimos 20 anos, o setor cinegético sofreu uma diminuição de caçadores na ordem dos 60%, que se devem às burocracias inerentes à obtenção da licença de uso e porte de arma e à baixa de espécies animais.

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“A formação é importante, mas, neste momento, os moldes em que ela é feita são um pouco mais pesados do que antigamente, não deveria ser necessário perder tanto tempo para obterem essa formação. Por outro lado, a diminuição substancial do número de espécies de caça é, por si só, um indicador. Compete-nos a nós, que estamos no activo, promover essa divulgação e essa imagem as espécies. E se há caça hoje em dia deve-se aos caçadores.”

O setor cinegético a reforçar a necessidade de ver o dinheiro pago pelos caçadores aplicado na manutenção da atividade.

Escrito por ONDA LIVRE