Está feita a inventariação para inscrever a Festa dos Caretos, dos Rapazes e de Santo Estêvão no inventário nacional (Torre de Dona Chama)

Foram ontem apresentados os resultados do trabalho de inventariação relativos à Patrimonialização da Festa dos Caretos, dos Rapazes e de Santo Estêvão de Torre de Dona Chama. Este projecto foi resultado de uma candidatura feita ao programa de apoio Tradições EDP 2016-2018, o que permitiu, durante um ano e meio, fazer um trabalho de recolha acerca desta festa, conforme explica o presidente da Associação Dona Flâmula, António Reimão.

“Fizemos uma candidatura a nível nacional, foram eleitos nove projetos e o nosso foi um deles.

Ao longo do ano, fomos desenvolvendo algumas atividades que passaram pela inventariação para o registo como património nacional imaterial.”

Patrícia Cordeiro é socióloga e tem baseado o seu trabalho na cultural tradicional transmontana. A colaborar com a Associação Dona Flâmula, Patrícia Cordeiro esteve à frente da inventariação e explica que o trabalho vai ter seguimento já que tudo isto servirá para a proposta de inscrição no inventário nacional.

“A apresentação destes resultados resume todo o trabalho que foi feito para inventariação e proposta de inscrição no inventário nacional. Ou seja, no fundo estamos a recontar toda a história que podemos conhecer até hoje sobre a festa nesse limite temporal recolher. Ao mesmo tempo que fizemos este trabalho de recolha, sensibilizamos ainda a população para vários aspetos relacionados com a festividade.”

Na festa tem participado cada vez mais gente mas, segundo o presidente da junta de freguesia de Torre de Dona Chama, Nuno Nogueira, é preciso dar a conhecer o que simboliza cada passagem e admite que se vai fazer um plano de salvaguarda para que se divulgue esta identidade.

“A festa é uma manifestação popular mas com um simbolismo que a caracteriza e no qual as pessoas aderem e participam. Porém, aionda há quem não tenha percebido qual é o significado das várias passagens, o que faz com que seja importante transmitir-lhes esse conhecimento.

Esperamos que este projeto tenha seguimento, vamos fazer um plano de salvaguarda e a inscrição no património cultural imaterial para divulgar a nossa identidade.”

Este programa da EDP tem como objectivos valorizar as culturas e tradições locais estimulando a autoestima das comunidades e ajudar à criação de novos públicos, garantindo que as novas gerações valorizam e integram as artes e os saberes populares.

Foto: Rádio Brigantia

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)