Ações de prevenção marcaram celebração do Dia Nacional do Doente com AVC em Macedo de Cavaleiros

Ontem assinalou-se o Dia Nacional do Doente com AVC.

Em Macedo de Cavaleiros, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, com apoio da autarquia e da Unidade de AVC da ULSN, promoveram na sexta-feira um conjunto de ações de rastreio e sensibilização gratuitas.

Natália Ledesma, Enfermeira chefe da Unidade de AVC da ULSNE, alerta para a importância da prevenção num distrito em que o número de casos ainda é elevado:

“Sei que a percentagem é elevada devido à nossa população ser muito envelhecida. Embora também aconteça na população mais jovem, os nossos doentes são maioritária pessoas de idade.

Fazemos o rastreio à tensão arterial, glicemia capilar, ao colesterol e calculamos o índice de massa corporal, que são fatores de risco modificáveis no AVC. Todos estes fatores contribuem para o AVC e, como tal, alertamos a população para os hábitos de vida saudáveis. O que nós queremos é trabalhar a prevenção.”

Um trabalho de prevenção que tem resultado numa diminuição de episódios de AVC no distrito de Bragança, adianta Margarida Coelho, médica na ULSNE:

“De um modo geral, sabemos que os números totais de casos de AVC têm diminuído, muito em função destas unidades de AVC que possibilitam reabilitar os doentes numa fase mais precoce, permitindo que eles recuperem o seu estado prévio.

Sabemos sempre que por muito leve que tenha sido, ficam consequências e sequelas e faz parte das nossas funções ensinar o próprio doente a adaptar o seu dia a dia a essa nova realidade.”

No entanto, é necessário estar atento aos sintomas que podem indicar a presença de um AVC, assim como adotar hábitos de vida saudáveis:

“Os primeiros sinais são os três “F”s, que dizem respeito à alteração na face, alteração na fala e alteração na força. Se o doente conseguir chegar nas primeiras seis horas ao hospital, existe toda uma panóplia de tratamentos que pode ser disponibilizada por parte da equipa médica, o que não acontece se as pessoas ficarem em casa.

O nosso principal impacto é tentar atuar sobre os fatores modificáveis, o que implica algumas alterações no estilo de vida da população, que passa por uma alimentação saudável de forma a que tenham valores de colesterol e tensão arterial mais baixos, promover o exercício físico e até explicarmos a importância de fazer seis refeições por dia, o que é mais importante para doentes diabéticos.

De um modo geral temos notado que a população, não só na região mas um pouco por todo o país, está mais sensibilizada para obter hábitos de vida saudáveis.  “

E quem na manhã de sexta-feira se juntos às iniciativas de rastreio e sensibilização para o AVC, diz ter ficado mais informada sobre o seu estado de saúde e cuidados a ter em conta:

“Alguns dos meus valores estão muito altos e outros muito baixos. Segundo a sugestão das profissionais aqui do rastreio, vou ter de ir ao meu médico de família para me orientar. Preciso de ter bastantes cuidados com a alimentação, não comer só duas ou três vezes ao dia, como eu faço, e caminhar um pouco mais. Vou tentar seguir estes cuidados.”

“Afinal os valores que me mediram aqui não estavam tão bem como eu queria, a tensão está um pouco alta. Vou ter de continuar a ter cuidado.”
“Eu já tive um derrame do miocárdio. Nunca me interessei mas como tenho perdido a visão e caio, decidi passar aqui pelos rastreios. Já tenho feito alguns cuidados, como não comer estrugidos nem fritos, e coloco pouco sal na comida.”

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, álcool, obesidade e sedentarismo, são as principais causas que estão na origem dos AVCs, que continuam a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal, com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano.

Ainda na sexta-feira, em simultâneo com as ações de prevenção, decorreram atividades de exercício físico no Parque Municipal de Exposições promovidas pela Universidade Sénior.

 

 

Escrito por ONDA LIVRE

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