Candidato do Aliança às Europeias defende “escrutínio à aplicação das verbas comunitárias”

Paulo Sande, cabeça de lista às europeias do partido Aliança considera que os fundos europeus assumem particular importância na promoção da coesão territorial, mas que é necessário um escrutínio à aplicação das verbas comunitárias.

“É muito importante que os fundos cheguem a quem devem chegar. Exigimos que sejam bem utilizados e, para isso, tem de haver um escrutínio que não existe. Não pode ser o próprio Estado a julgar-se a si próprio e a dizer que é extraordinário o que faz, usando os meios que tem à sua disposição para convencer toda a gente que isso é assim, quando não é.

Depois, ao nível da utilização dos programas científicos, nomeadamente do agora horizonte 2020 e do futuro Europa, temos de ter a capacidade de utilizar esses recursos predominantemente a favor das instituições médias e mais pequenas, e menos a favor dos grandes grupos e entidades.”

Declarações de ontem em Bragança, para conhecer os problemas e as preocupações de empresas e outras entidades da região.

Paulo Sande ouviu repetidamente que o despovoamento é o principal problema das regiões do interior e compromete-se a trabalhar para promover a coesão territorial, caso seja eleito:

“Quando falamos do interior, falamos de uma ideia que será cada vez menos importante pois nós vivemos uma revolução tecnológica da inteligência artificial, novas tecnologias e da comunicação da informação, paradigma esse que vai fazer com que as realidades entre interior e litoral se tornem menos importantes, até porque Portugal precisa de desenvolver essa região.

Aqui tenho recolhido excelentes exemplos, de enorme qualidade e com reconhecimento internacional, mas, ao mesmo tempo, também estas preocupações.
Por isso, aquilo que vamos levar para a Europa é a capacidade de ajudar a concretizar esse desígnio que tem de ser nacional para o reequilíbrio de todo o país.”

Num mundo acelerado e que enfrenta mudanças rápidas, e em que ao mesmo tempo a democracia está em risco, o ex-assessor do Presidente da República considera que as instituições têm de adaptar ao ritmo tecnológico e digital.

“Promete-se tudo e o seu contrário, e depois não se cumpre nada.

Ao não cumprir, as pessoas que vivem hoje no espaço virtual em que comunicam umas com as outras instantaneamente e partilham opiniões, ao verem que não são tidas em conta, naturalmente que se viram contra quem faz essas promessas.
Ao mesmo tempo, tem de haver também uma capacidade de participação acrescida das pessoas porque vivemos num mundo de comunicação instantânea onde todos temos de ter um papel a desempenhar para salvar a democracia, esta que, assim como as instituições, tem de ser muito mais rápida, mudar os seus comportamentos e não demorar o tempo que demoravam no séc. XIX pois nos tempos atuais é exigida outra capacidade e velocidade, e falamos a justiça, educação e saúde.”

O cabeça de lista do partido Aliança às eleições europeias visitou ontem Bragança e Mirandela, passando por diversas empresas e também pelo hospital da capital de distrito e pelo instituto Politécnico de Bragança.

Foto: Partido Aliança

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)