Candidata do CDU por Bragança defende regionalização, redução dos passes sociais e reposição das freguesias

Afirmando que pretende levar a voz de cada cidadão do distrito à Assembleia da República, caso seja eleita, Fátima Bento, candidata às eleições legislativas pela CDU, esclarece que a efectivação da regionalização é o ponto principal da candidatura. A candidata acredita que será a partir daí que se poderá criar o desenvolvimento necessário à região.

“É preciso que se efective a regionalização. Claro que não vai, por si só, resolver todos os problemas que temos mas é o ponto principal para que daí advenha o desenvolvimento que precisamos na região. É só olharmos para o passar dos últimos anos, em que se ouve falar em movimentos pelo interior, memorandos e inúmeras coisas, mas apenas o PCP se continua a debater por uma regionalização efectiva. Este será o nosso ponto principal: defender uma regionalização, desenvolver os serviços públicos e repor serviços que foram encerrados, investimento, agricultura familiar, todo um conjunto de coisas que serão fundamentais para o desenvolvimento da nossa região”.

A candidata defende ainda que as medidas tomadas, nas grandes cidades, de redução dos passes sociais também devem ser aplicadas no interior ainda que ao longo dos últimos anos tenha havido um desinvestimento crescente que levou, por exemplo, ao desaparecimento da linha férrea, sendo o regresso desta outra das linhas defendidas.

“Essas medidas têm que ser aplicadas também aqui com um reforço do valor, que, como já vários autarcas disseram, é insuficiente. Obviamente que a Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) já reuniu e, supostamente, o que vieram dizer é que haveria uma proposta de uma rede entre os concelhos mas voltamos à velha questão que foi o desinvestimento, de anos, que levou ao desaparecimento da linha ferroviária e com a redução da população achou-se que não eram necessários tantos transportes rodoviários. Isso também é uma das nossas linhas: o desenvolvimento da linha férrea e da resposta de transportes.”

Fátima Bento defende ainda a reposição das freguesias.

“Quando defendemos a reposição das freguesias é sempre com o pressuposto de que as populações assim o queiram. Temos que pensar que as freguesias são o primeiro contacto dessa população com os órgãos e, portanto, os serviços que havia de proximidade perderam-se com a extinção de inúmeras. Tem que ser reposto para haver uma maior proximidade entre as populações e os seus eleitos. A reposição dessas freguesias vai permitir um reforço do poder local democrático.”

Fátima Bento, de 35 anos, é natural de Macedo de Cavaleiros. É licenciada em Arqueologia e mestre em Gestão das Organizações. Atualmente é deputada na Assembleia Municipal de Bragança.

INFORMAÇÃO E FOTO CIR (Rádio Brigantia)