Macedo de Cavaleiros recebeu as duas últimas jornadas da fase local de xadrez do desporto escolar

Macedo de Cavaleiros recebeu as duas últimas jornadas da fase local de xadrez do desporto escolar

Contou com sete escolas e 70 participantes, entre os 10 e os 17 anos. Serviu para apurar os atletas que vão disputar a fase regional do norte.

Ricardo Batista, professor do clube de desporto escolar do Agrupamento de Escolas de Macedo, explica que só agora foi possível trazer esta fase da competição para a cidade:

“Isto faz parte do desporto escolar do xadrez, nós fizemos quatro rondas, que foi o delimitado pela parte regional do desporto escolar, e as escolas acharam por bem termos uma jornada em Macedo e a seguir iríamos a Mirandela. Então, em vez de estarmos em dois sítios, decidiram fazer uma rodada com as duas rondas apenas e só concentrada em Macedo.

Aqui em Macedo, o clube de xadrez já não estava em prática há algum tempo e nós, para podermos participar no desporto escolar, temos de estar a funcionar a 100%, o que este ano se conseguiu.

Eu ainda acredito que a modalidade tem um potencial absurdo que não está completamente explorado.

Esta é uma pequena prova de que, se houver nas escolas uma prática contínua, é uma modalidade que pode explodir.”

 

Diogo Moura, de 13 anos, foi um dos atletas que participou.

É de Macedo de Cavaleiros e foi árbitro nestas jornadas.

Confessa que há alguns desafios nesta posição mas, ao mesmo tempo, também se aprende:

“Talvez a quantidade de faltas e jogadas ilegais.

Quando há bastantes a jogar ao mesmo é difícil controlar os vários jogadores e anotar as várias faltam que temos. Isto exige muita atenção.
Eu acho que esta modalidade ajuda bastante à atenção. E ao ser árbitro vejo como os outros jogos, o que me permite aperfeiçoar a minha forma de jogar.”

 

Presente esteve também o clube de desporto escolar do Agrupamento de Escolas Abade Baçal, de Bragança, do qual é responsável o professor Nuno Cristóvão, que há 15 anos está ligado à modalidade do xadrez na escola.

De acordo com ele, tem crescido o interesse dos alunos pelo xadrez mas ainda há algum trabalho a fazer para que a modalidade se torne mais atrativa para os jovens:

“Tenho bastantes jovens a participar no desporto escolar. Há três anos atrás era difícil conseguir quatro, cinco ou seis meninos para virem participar.

Uma coisa muito importante em que o desporto escolar falha é, nesta fase das competições, não atribuir prémios jornada a jornada.
Se não fossem os professores, a nossa carolice de estarmos aqui o dia todo e às vezes com competições ao sábado, temos de dar do nosso tempo, os responsáveis não fazem muito. Obviamente que apoiam, com coisas como o transporte e o lanche, mas deveria haver um pouco mais de carinho pelo desporto escolar, pois o xadrez e as outras atividades são muito importantes também.”

 

Outras das escolas presentes foi a de Vila Pouca de Aguiar, com oito alunos.

O professor António Paulo destaca a importância do xadrez para o desenvolvimento em outras disciplinas:

“Já está provado cientificamente.

Fez-se aqui há tempos uma experiência, com uma amostra de alunos da mesma escola, em que uns tiveram xadrez desde o primeiro ano e outros não, e chegando ao fim, no 9º ano, as turmas que tiveram xadrez obtiveram melhores resultados do que as outras.
Está provado que o xadrez melhora os resultados escolares.”

 

Os jogos aconteceram esta quarta-feira no Pavilhão Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

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