Um dos vencedores da noite foi o Bloco de Esquerda, que mesmo não elegendo nenhum deputado por Bragança, mais do que duplicou os votos. José Freire, o cabeça de lista do BE, espera que este resultado se possa traduzir numa mudança de políticas.
“A leitura que eu faço dos resultados no distrito de Bragança é positiva, que nos deixa uma esperança e um caminho de que algo vai ter que mudar na política do nosso distrito. Abriu-se uma porta de esperança, uma luz de que o Bloco de Esquerda vai ser o partido emergente e que tudo vai fazer para alterar esta política que nos tem levado para caminhos pouco claros e conduzido a resultados muito negativos.”
Gil Gonçalves, dirigente distrital de Bragança do Bloco de Esquerda, fala no melhor resultado de sempre da força política o que justifica com o trabalho no distrito e com o descontentamento pela a política de direita.
“O Bloco de Esquerda teve aqui um resultado histórico no distrito de Bragança, o melhor resultado de sempre. Nós mais do que duplicamos a nossa votação relativamente a 2011, neste momento estamos quase com 4 mil votos, o que representa uma subida muito significativa e, isso deve-se, de facto, ao grande trabalho que esta comissão distrital tem feito aqui em Bragança, a aposta que fez nas gentes do distrito e isso demonstrou os resultados. Não podemos desligar do panorama nacional, o Bloco subiu não só no distrito de Bragança mas um pouco por todo o país, é o maior resultado de sempre. Isto tem a ver com as políticas de direita, temos vindo a sofrer com os cortes e com o descontentamento das populações.”
O bloco passou a ser a terceira força política, com 3.858 dos votos, quando nas últimas legislativas apenas tinha conseguido 1.738.
A CDU desvaloriza o facto de ter sido ultrapassada pelo Bloco de Esquerda nestas eleições. Jorge Humberto Fernandes, cabeça de lista da CDU pelo círculo de Bragança, prefere falar de um reforço do partido, já que aumentou o número de votos em relação às últimas legislativas.
“A CDU teve, em 2011, 2,6% dos votos, e agora, pelos últimos resultados que já possuímos, estamos já com 3,1%. Portanto, houve aumento da percentagem em cerca de 0,5% dos votos. O que isto quer dizer é que estamos a aumentar a votação no distrito de Bragança, independentemente das dificuldades que conhecemos e que existem no nosso distrito, em relação à mensagem que a CDU passa e que nos dá o alento e a força para continuarmos a lutar para que os interesses do distrito sejam salvaguardados e os votos que foram depositados na CDU vão merecer, da nossa parte, o respeito e a confiança que têm recebido até agora.”
Os comunistas apontam baterias ao PS e à Coligação PSD/CDS. Para Filipe Costa, da direcção regional de Bragança do partido, os resultados mostram um descontentamento com a política de direita e uma derrota da coligação pelo facto de ter perdido a maioria absoluta.
“Uma derrota estrondosa dos partidos da direita, juntamente com o PS que, os três juntos voltam a perder votos aqui na região. Creio que esta é a nota essencial e principal que se deve tirar destas eleições onde os transmontanos deram um sinal e um voto de descontentamento contra esta política. Esse é o elemento essencial que tiramos.”
Nestas eleições legislativas, em Bragança, a CDU conseguiu 3,07% dos votos contra 2,59% alcançados em 2011.
Informação CIR (Rádio Brigantia)


