O evento permitiu conciliar o desporto com o turismo de natureza, através da criação de duas provas, onde a ideia passou por unir duas modalidades: o Stand Up Paddle e a corrida de montanha, refere Luciana Cox, da Flower People X, entidade organizadora do evento:
“É uma competição de Stand Up Paddle e corrida, feita em duplas mistas. Na primeira prova as mulheres remaram e os homens correram e na segunda os homens remaram e as mulheres correram. São 22 quilómetros de corrida e 10 de paddle. Foi sensacional apesar da chuva, mas as mulheres chegaram aqui felizes, porque a chuva na água dá um visual muito lindo e pacífico. Chegou toda a gente feliz. “
Dos 20 concorrentes, a maior parte vieram de outras zonas do país, mas também houve participantes de outras nacionalidades. A ideia foi atrair para esta competição os amantes da natureza:
” Há 10 duplas e atletas internacionais. Temos uma holandesa e uma chinesa, um de Carrazeda de Ansiães, pessoas do Porto, Lisboa e brasileiros, aventureiros de todo o lado. A divulgação do evento é muito grande. Temos sempre essa base, por volta de 10-12-15 equipas, porque queremos um público pequeno, mas bastante abrangente e específico, porque queremos pessoas que compartilhem o amor pela terra e pela natureza.”
O principal objetivo do evento passou pela defesa e valorização do território. Deste modo, o evento centrou-se na preocupação ambiental, através da criação do prémio “Catalixo”, explica Artur Cascarejo, diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua, entidade promotora do evento:
“Para além da prática desportiva, o importante é promover a defesa e valorização do território, do ponto de vista natural e patrimonial. No fundo, promover aquilo que o Vale do Tua tem de melhor . Chamar a atenção para a responsabilidade que a nossa geração tem para com as vindouras de conservar este planeta. Por isso, o principal prémio não é o prémio de quem chega em primeiro lugar, mas sim o prémio de quem consegue, durante o percurso no rio e na montanha, recolher mais lixo. No final, a dupla que conseguir recolher mais lixo é a que recebe o melhor prémio.”
Pedro Lima, Presidente do Município de Vila Flor, entidade promotora do evento, afirma que o importante é partilhar o património natural, cultural e gastronómico com pessoas de outras regiões:
” Tem uma importância que se reveste principalmente em cativar a atenção de pessoas para este nosso património natural. É também uma oportunidade não só de partilhar esse património com pessoas que o apreciam, como também de dar a mostrar o nosso património cultural, através de associações locais, músicos e talentos de Vila Flor, bem como de celebrar um pouco a nossa gastronomia e dar a quem nos visita o que de melhor temos nesses três grandes planos: natural, cultural e gastronómico.”
E quem participou não deixou de mostrar o agrado pela natureza:
“Foi maravilhoso, superou as expectativas. O paddle foi a primeira vez que fiz e gostei muito, acho que o tempo estava magnífico e a paisagem era linda. Depois o trail também mostrou paisagens maravilhosas. Gostei muito.”
“Participei o ano passado na zona de Alijó, portanto esta foi a segunda vez que fiz paddle. A paisagem, a ligação com a natureza, o conceito, é tudo fantástico.”
“Foi divertido e permite sentir a natureza.”
Durante todo o percurso foi oferecido reforço alimentar aos atletas, bem como momentos musicais, através da atuação dos Bombos ComCordas, do Rancho Folclórico de Freixiel e de outros artistas. No final, os prémios oferecidos aos vencedores foram feitos à mão por um artesão local.
As duas primeiras edições do evento decorreram em Carrazeda de Ansiães e Alijó. Está previsto que a 4º edição tenha lugar em Murça e a 5º em Mirandela.
Fotos: Onda Livre e Parque Natural Regional do Vale do Tua
Escrito por ONDA LIVRE



