Duas vezes por mês, aos domingos, o Mercado Municipal de Macedo de Cavaleiros acolhe o Mercado dos Produtos da Terra, que reúne cerca de duas dezenas de produtores do concelho.
O espaço é privilegiado para a compra de produtos “lá da aldeia”, como pão acabado de cozer, doces típicos, hortaliças, couves, grelos, alface, frutos secos, mel e até artesanato. É possível encontrar um pouco de tudo, produtos caseiros e ainda produzidos de forma tradicional, que fazem lembrar os mercados típicos de antigamente, cheios de cores e cheiros. No entanto, apesar da diversidade da oferta, o que falta é gente.
Neste domingo especial, marcado pela realização de eleições presidenciais, fomos ao local falar com os expositores. A principal queixa é a fraca afluência de clientes e a reduzida adesão dos consumidores. Rita Pedro participa há cerca de dois anos nesta iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Vem de Lamas e traz uma grande variedade de produtos para venda. Diz que pouco compensa:
Outro produtor é Luciano Peredo, que participa no mercado há cerca de oito anos. Dedica-se à produção de mel e seus derivados, sobretudo provenientes da Serra de Bornes. Tem à venda mel de rosmaninho, mel de montanha e própolis. Reconhece que há dias com maior afluência, mas outros em que as vendas são muito fracas.
O produtor acrescenta ainda que o problema passa pela divulgação do mercado e também pela atitude dos próprios consumidores macedenses.
De Vale da Porca, António Augusto marca presença juntamente com a esposa, que se dedica à produção de peças de artesanato. Também aqui a queixa é a mesma: a falta de compradores.
A próxima edição do Mercado dos Produtos da Terra está marcada para o domingo, dia 25 de janeiro.






