Daniela Rebelo é a nova presidente da Comissão Concelhia do CDS-PP de Macedo de Cavaleiros.
O trabalho para o próximo biénio 2025-2027, vai ser de continuidade com o trabalho da anterior concelhia, manifestando as mesmas preocupações, mas com os olhos no futuro, com políticas direcionadas aos jovens e à população mais idosa:
“As nossas propostas alavancadas às nossas bandeiras consistem muito em políticas positivas e de afirmação. E que tocam nalguns pontos que temos vindo a falar, ainda com a anterior equipa. Que estão relacionadas com a valorização da geração mais jovem e também dos séniores. E nós queremos introduzir este assunto para a discussão pública, como uma das preocupações no topo dos assuntos. Pretendemos estratégias que aproximem estes dois polos, que são a maior parte da população. E aqui penso que conseguimos propor pontes muito válidas.”
A também Deputada Municipal, é recorrente subir ao púlpito, questionar o executivo atual, sobre a finalização das obras da Zona Industrial de Macedo de Cavaleiros, visto ser uma das grandes preocupações do partido:
“Falamos da Zona Industrial. Continua a ser uma preocupação muito grande com a economia local. Porque nós consideramos que os financiamentos que têm sido utilizados, têm funcionado como “pensinhos rápidos” para a nossa economia. Consideramos que estes financiamentos têm de ser trabalhados com estratégias duradouras. Não pode ser uma medida para o imediato. E acreditamos que a nossa economia local precisa destas nossas estratégias, e alancada à Zona Industrial, que enquanto não estiver terminada, e não me refiro aqui à expansão, que normalmente a resposta que obtenho, é sempre relativa à expansão. Temos que nos focar a finalizar a existente. Uma zona industrial que tem um regulamento de 1998. E ainda não está perto de estar concluída”.
E sobre este assunto, ainda acrescenta:
“E esse é o nosso foco. Quando referiu que Benjamim Rodrigues vem sempre muito preparado. Ele tem sempre um discurso muito bem preparado. Mas neste assunto, nós não ficamos muito convencidos com a resposta”.
Outro dos assuntos que tem sido alvo de críticas recorrentes de vários grupos parlamentares, tal como do CDS, é o destino do edifício do Call Center, situado à entrada da cidade de Macedo de Cavaleiros, que alojou várias associações no passado:
“A proposta que foi feita, e não foi apenas do grupo parlamentar do CDS, vem no sentido, de acolher novas associações, porque as que saíram, foram realojadas e que têm interesse em se instalar ali. Ou porque não têm condições físicas adequadas à atividade. A sugestão foi utilizar o edifício novo e recuperado, que como qualquer edifício estando fechado está a deteriorar-se. Lá está, um financiamento que foi uma obra muito interessante, com impacto visual, e na comunidade. Contudo, aqui está um claro exemplo, em como não houve uma estratégia duradoura. Estamos agora “supostamente” presos com um contrato impedidos de utilizar quando temos necessidade deste espaço, e interesse em usa-lo, nas mais diversas associações da cidade”.
Quanto à equipa que se fez acompanhar apresenta como vice-presidentes Anabela Lopes e António Vila Franca, que garante vai trazer para a concelhia, a experiência pessoal, sobretudo empresarial e na investigação:
“A nova comissão política vai tentar trazer para o seu trabalho e experiência profissional da maior parte de nós. Que é uma experiência muito no âmbito empresarial, na investigação e queremos levar essas mais valias de cada um, ara nova equipa de trabalho e forma de trabalhar”.
Quanto a uma possível candidatura à presidência da câmara ou a uma possível coligação com o PSD, ainda não há decisões, estando tudo em aberto e a ser ponderado.
Daniela Rebelo é natural de Ílhavo, vive em Macedo de Cavaleiros há 13 anos, é arquiteta e tem 40 anos.
As eleições com lista única, decorreram na passada sexta-feira.
Quanto a este assunto do Call Center que tantas questões tem levantado, Benjamim Rodrigues, presidente da câmara municipal de Macedo de Cavaleiros, adiantou que está em negociações com a empresa que detém o contrato de aluguer, para a câmara poder usar aquele espaço:
O Call Center ainda não tem destino, porque é um processo que não está concluído. A propriedade é da câmara e tem um contrato de aluguer, que tem umas premissas, que não sendo cumpridas adverte novamente à câmara. Já fiz as negociações com os detentores do contrato, com a Intelcia, e neste momento há a intenção de devolver as instalações à câmara”.
Este é um assunto que tem sido alvo de muitas críticas em sede de Assembleia Municipal.
Escrito por Rádio ONDA LIVE

