Este fim de semana, a Praia da Pegada vai continuar interdita a banhos, e só segunda-feira é que serão conhecidos os resultados da contra-análise, referente à presença da bactéria E.coli.
Foi esta a explicação de Benjamim Rodrigues, presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, adiantou no início desta tarde:
“Ainda não há resultados, porque a análise oficial foi recolhida hoje. Foi-nos dito que teríamos provavelmente 48 horas para ter resultados fidedignos. Portanto, vamos ter que aguardar.
Entretanto, a minha opinião é bem clara, nós não temos objetivamente focos de contaminação, nem percebo como é que pode ter sido feita a recolha de uma amostra contaminada.
Não consigo perceber, mas vamos ter que analisar e ter uma atividade especial, vou pedir para reunir, com a GNR, que é quem efetua as colheitas.”
No ano passado, como sabem, aconteceu o mesmo e depois a contra-análise foi negativa.
E realmente também com grande estupefação nossa, porque de facto não havia razões para haver contaminação. Vamos ver.”
Recordamos que foi tornado público, esta quarta-feira, que esta praia foi interdita a banhos porque as análises laboratoriais acusaram a bactéria E.coli.
Continuamos a esclarecer que na primeira praia, a Praia da Ribeira, as análises apresentavam valores corretos.

É curioso partir do princípio de que não existem focos de contaminação. Na realidade, existem várias fossas destinadas à recuperação das águas sanitárias das instalações existentes. Mesmo que não se situem na área imediata da zona balnear, a contaminação por escoamento subterrâneo é possível.
Deve-se também ter em consideração que uma análise negativa (que não detecta E. coli) não implica que a água da recolha anterior não pudesse estar contaminada — e o inverso também é válido. O meio aquático é dinâmico. Só é possível avaliar o risco com base em análises regulares ao longo do tempo e num estudo rigoroso dos factores de risco existentes, nomeadamente as fossas.
Hastear simplesmente a Bandeira Azul com base numa única análise não constitui uma gestão responsável. Devemos agir com responsabilidade e transparência, e nunca pôr em causa a saúde pública.