Tempestade Claúdia atrasa a colheita de azeitona na região de Trás-os-Montes

A recente tempestade Claúdia atrasou a colheita de azeitona que está, na maioria da região de Trás-os-Montes, a dar os primeiros passos. O atraso até foi benéfico, uma vez que em alguns locais a maturação também está atrasada.

A tempestade Claúdia não causou grandes prejuízos na cultura da azeitona, mas acabou por atrasar a colheita.

Na perspetiva do presidente da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros, Luís Rodrigues, este atraso até foi benéfico, uma vez que em alguns locais a maturação também estava atrasada.

Luís Rodrigues garante que a cooperativa está bem preparada para receber a azeitona e não haverá constrangimentos na hora da entrega do fruto.

Quanto à qualidade, essa, mais uma vez, não deixa dúvidas, é diferenciada. Quem o diz é o presidente da Associação de Agricultores de Portugal (APPITAD), Francisco Pavão.

Em simultâneo decorre também a colheita da castanha e a mão de obra escasseia. Francisco Pavão diz que a mecanização veio colmatar essa falha e aponta outro problema que leva à redução da produção de azeitona: a falta de regadio na região.

Alargar o perímetro de regadio do Azibo, utilizar a água do baixo Sabor para aproveitamento agrícola e investir em microestruturas de armazenamento de água são exemplos apontados pelo presidente da APPITAD para uma produção agrícola sustentável e aproveitamento das águas pluviais.