Estão com alguns meses de atraso as obras das duas residências de estudantes da EsACT (Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo) de Mirandela, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vão passar a disponibilizar um total de 182 camas, fruto de um investimento de 5,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Estava prevista a abertura de uma delas, no final de 2025, mas um atraso no concurso para o mobiliário travou o processo. Já o edifício de raiz, como se previa, só deve estar pronto a tempo da abertura do próximo ano letivo.
A requalificação do antigo hotel Mira Tua, que terá capacidade para 62 camas, “já está concluída e a intenção era colocá-la em funcionamento já no segundo semestre, mas houve alguns atrasos na colocação da mobília”, conta o presidente do IPB. “Ainda faltam alguns detalhes, como a licença de utilização, mas, provavelmente, ainda colocaremos lá alguns estudantes ainda este ano letivo, mas entrará em pleno funcionamento no próximo ano letivo”, acrescenta Orlando Rodrigues.
Já a residência, que está a ser construída junto ao campus da EsACT, que terá 120 camas, apresenta um atraso ainda mais significativo. mas “também entrará em funcionamento no próximo ano letivo, 2026/2027”, acredita.
O presidente do IPB sublinha a importância que estas duas residências têm para Mirandela, porque “não tínhamos nenhuma numa escola onde temos cerca de 2 mil estudantes, dos quais muitos são bolseiros, portanto ter aqui esta oferta é importante, também para aliviar um pouco o mercado, minimizando o atual problema da falta de quartos e os que existem estarem a preços elevados”, refere Orlando Rodrigues para além de considerar que é um sinal positivo que a instituição de ensino superior está a dar aos privados. “É uma forma de puxar pelo mercado privado de habitação estudantil, que é fundamental para o nosso desenvolvimento e também da cidade e um sinal que estamos a dar aos privados para perceberem que o nosso projeto é de crescimento, que teremos cada vez mais deslocados a precisar de alojamento”, afirma.
Estes dois imóveis para residência são o resultado de duas candidaturas apresentadas ao Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e financiadas pelo PRR num investimento total de 5,6 milhões de euros.
Tudo começou, em dezembro de 2023, quando o hotel Mira Tua – encerrado em 2013 – foi comprado pela EsACT, por um milhão e cem mil euros, e foi sujeito a obras de requalificação para ser transformado numa residência para estudantes. Neste caso, o investimento foi de 1,9 milhões de euros.
Em relação, à residência, junto ao campus da ESACT, num terreno que foi cedido pelo Município de Mirandela, (avaliado em 160 mil euros). Aqui, o investimento é de 3,7 milhões de euros.
Recorde-se que a ESACT começou como polo do IPB, em 1995, com 70 alunos, utilizando instalações provisórias, cedidas pela autarquia.
Em 2016, passou a ter instalações próprias. Atualmente, tem cerca de 2000 alunos.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)
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