Transmontanos assinam petição pública contra retirada do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros

Depois de ter vindo a público a intenção do Ministério da Saúde de transformar a base aérea do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica, em Macedo de Cavaleiros, numa base logística de retaguarda, foi criada uma petição pública que já reúne mais de 500 assinaturas.

O documento defende que a região “é extremamente carenciada em termos de cuidados de saúde, particularmente no que diz respeito à emergência médica”.

A petição sublinha ainda que o helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros foi o mais acionado do país, com 151 ocorrências registadas entre 1 de julho e 31 de dezembro, sendo considerado um recurso essencial. Segundo os promotores, estes números demonstram a importância estratégica da base para garantir um socorro rápido e eficaz numa vasta área do interior Norte, marcada pela dispersão populacional, envelhecimento e maiores dificuldades de acesso a unidades hospitalares diferenciadas.

Além disso, os signatários consideram que a decisão contraria o acordo estabelecido em 2016 entre os 12 municípios do distrito de Bragança, a Administração Regional de Saúde do Norte e o INEM, que garantia a manutenção do helicóptero em Macedo de Cavaleiros, com todos os meios necessários ao seu funcionamento.

Os subscritores defendem ainda que se trata de uma opção geograficamente desajustada e injusta, que poderá comprometer a cobertura nacional em emergência médica e colocar em causa a igualdade de acesso aos cuidados de saúde por parte das populações do interior.

A petição termina sublinhando que a permanência do helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros é fundamental para salvaguardar o direito à saúde, à segurança e à vida de milhares de cidadãos.

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