Movimento “Helicóptero em Trás-os-Montes para salvar vidas”, pretende começar a organizar-se para combater a anunciada intenção de retirar aquele meio aéreo, sediado em Macedo de Cavaleiros para o hospital de S. João, no Porto, a partir de 2030.
Disso mesmo deu conta, ao Jornal Mensageiro de Bragança, o percussor daquele movimento cívico.
Carlos Fernandes adianta que deu um passo em frente, face às declarações da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, em que anunciou a intenção de refundar o INEM até 2030 e em que uma das medidas elencadas era, precisamente, a retirada dos helicópteros do interior do país para o litoral. “Ao contrário daquilo que alguns tentaram transmitir à opinião pública, o helicóptero é mesmo para sair de Macedo de Cavaleiros. E foi a senhora Ministra quem o disse, não o mandou dizer por ninguém. Nessa referida comissão, a Ministra da Saúde disse que ficariam bases operacionais de primeira intervenção nos hospitais, neste caso de São João, Coimbra, Santa Maria e Faro, e bases logísticas de retaguarda em apoio alternativo em Macedo Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé”, explica.
Ora, para Carlos Fernandes este é um assunto “demasiado sério para a população ficar de braços cruzados”, pelo que a questão que se coloca é muito simples: “ou a região se mobiliza em defesa da manutenção do helicóptero em Trás-os-Montes para salvar vidas, ou então, se não for antes, no fim do contrato, como diz o senhor presidente do INEM, em 2030 a região ficará sem helicóptero”, sublinha.
Natural de uma aldeia no coração do Parque Natural de Montesinho, Carlos Fernandes tem sido um cidadão ativo em defesa de algumas causas na região, como já foi a recuperação da Estrada Nacional, entre Bragança e Dine, o Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho ou a chamada lei dos poços que, em 2010, gerou grande contestação dos agricultores transmontanos, que levou mesmo o Governo de José Sócrates a colocar um travão na sua implementação.
Agora, Carlos Fernandes garante que estará na primeira linha de contestação quando acontecerem as próximas eleições legislativas. “Em 2029, vai haver eleições legislativas e, se Deus me der vida e saúde, cá estarei eu a dar a cara para este movimento, para depois ouvir os políticos e os candidatos, para saber o que é que vão dizer sobre isto. Não se esqueçam que em 2029 há eleições legislativas e autárquicas”, sublinhou.
Por isso, deixa um recado dirigido aos autarcas da região: “Já estamos habituados à inação. Nada disseram quando foi da extinção da Junta Autónoma de Estradas e da perda de poderes e de competências das infraestruturas no distrito de Bragança para Vila Real. Portanto, se não disserem nada sobre o helicóptero, também já é mais do mesmo”, concluiu.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

