O homem, de 67 anos, detido, ontem, no concelho de Vinhais, pela Polícia Judiciária, por ser suspeito de ter abusado sexualmente das duas filhas, de 40 e 21 anos, vai ficar em prisão domiciliária cumulada com a proibição de contactar as filhas, revelou a advogada de defesa, Mónica Teixeira.
Foram as medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Bragança, esta tarde, após o primeiro interrogatório. Segundo a mesma fonte, o homem, que reside numa aldeia do concelho de Vinhais, vai ficar em casa de familiares, num concelho limítrofe, controlado por pulseira eletrónica a aguardar que decorra o processo.
O Ministério Público tinha pedido a medida de coação mais grave – prisão preventiva – mas o juíz acabou por aceitar o pedido da advogada de defesa que solicitou a prisão domiciliária.
O suspeito está indiciado pela prática dos crimes de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, abuso sexual de criança e de detenção de arma proibida.
De acordo com o comunicado da PJ, o pai terá abusado da filha de 40 anos, portadora de deficiência cognitiva, no passado domingo (5 de julho), no interior da residência onde o suspeito e a vítima residiam, aproveitando o facto de a esposa (mãe da vítima) estar ausente no estrangeiro.
A outra filha, de 21 anos, será uma segunda vítima e os abusos terão acontecido entre os 10 e os 13 anos da menina, “circunstância que se encontra a ser objeto de aprofundamento investigatório” adianta a PJ.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

