Trabalhadores do Matadouro do Cachão avançam para greve dias 27 e 28 de julho

Marcada para os dias 27 e 28 de julho, a greve surge em resposta ao não pagamento do subsídio de férias e à total ausência de informação sobre o processo de insolvência da empresa que decorre na justiça.

Esta paragem é o culminar de “meses de incerteza e silêncio por parte da administração”. Em comunicado, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), avança que os trabalhadores “têm enfrentado atrasos sucessivos no pagamento de salários, uma situação que agora se agravou com a falta de pagamento do subsídio de férias”.

Artur Correia, delegado sindical, lamenta que o anunciado plano de recuperação — prometido publicamente pelas Câmaras Municipais de Mirandela e Vila Flor, administradoras do complexo — continue sem rosto, e sem qualquer explicação sobre o futuro da empresa e dos seus 23 trabalhadores.

Face ao impasse, o sindicato apela também à tomada de posição por parte das associações de criadores de gado e produtores pecuários da região de Trás-os-Montes. O SINTAB recorda que o Matadouro do Cachão “é uma infraestrutura estratégica para a produção agroalimentar nacional e exige compromisso e ação por parte do poder local e central”.

A Terra Quente FM/CIR contactou a administração do MIC que remeteu declarações para “momento oportuno”. A greve está marcada para os dias 27 e 28 de julho.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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